A estação dos choques está a caminho
Texto: Vanessa Garcia
Foto: Oswaldo Palermo
O inverno está chegando. Com ele também vêm as roupas de lã, as botas, o vinho quente e os choques elétricos. É isso mesmo que você entendeu. O clima seco, característica típica dessa estação, é um componente ideal para que você sofra um choque ao fechar a porta do seu carro. Mas há como amenizar esse efeito natural.
Esse tipo de choque ocorre apenas nas épocas secas do ano. A explicação é simples: a baixa umidade do ar tem grande capacidade de condução de eletricidade, tirando a carga dos objetos (como a lataria do carro), ou seja, não permitindo que eles acumulem eletricidade em excesso. Por outro lado, quando estamos dentro de um automóvel em movimento, nosso corpo carrega-se eletricamente devido ao seu atrito com o tecido do banco (sobretudo quando estamos com roupas de lã).
As cargas elétricas que acumulamos nessa situação são descarregadas quando encostamos em partes metálicas do veículo (o material metálico é um ótimo condutor elétrico) que possuem cargas diferentes das que acumulamos. Isso ocorre ao descer do carro: como nossos calçados geralmente têm sola de borracha (portanto isolante), o descarregamento acontece quando vamos fechar a porta do carro. Sentimos o choque porque o escoamento da energia acumulada acontece em um curto espaço de tempo. Portanto, a corrente elétrica é alta, com uma descarga abrupta de eletricidade.
Existem algumas medidas que podem evitar, ou pelo menos amenizar a ocorrência desses incômodos choques. Uma delas é colocando firmemente a mão em alguma parte interna metálica do veículo antes de sair (isso fará com que o excesso de carga acumulada escoe). Não aproximar partes nuas do corpo, como por exemplo as mãos, das quinas externas do automóvel (as bordas e pontas possuem maior densidade de cargas) e utilizar roupas de algodão (esse tipo de tecido pode diminuir a intensidade da descarga) também podem funcionar para que os choques sejam evitados.
Nos últimos anos, os fabricantes de bancos de automóveis desenvolveram tecidos com resinas que reduzem o efeito da energia estática, fazendo com que os choques não sejam tão intensos como nos carros mais velhos. Mas evitar completamente esses pequenos choques é um desafio que os fabricantes de carros ainda não conseguiram vencer.