Saiba como calcular o custo e o que exigir do perueiro
Texto: Daniela Saragiotto
Fotos: Oswaldo Palermo
Você sabe como calcular o valor do transporte de seu filho na perua escolar?
Sabe como diferenciar um veículo autorizado de um clandestino? Faz contrato por escrito com o perueiro? Se a resposta for não, é bom ter em mente algumas dicas importante que, além muito úteis para seu bolso, podem garantir a segurança de seu filho.
Segundo Maria de Lourdes Rodrigues, presidente do Sindicato dos Transportadores Escolares de São Paulo (Simetesp), os pais devem calcular o preço do transporte levando em conta o quanto gastariam se fossem levar e buscar seus filhos de ônibus. "Por exemplo, se são quatro conduções - duas na ida e duas na volta -, os pais devem considerar que as crianças têm carteirinha escolar, portanto pagam metade, e fazer a conta multiplicando por 20 dias de aula por mês.
"Claro que na maioria das vezes este valor, que é de cerca de R$ 126,50, não corresponde ao cobrado pelas peruas escolares, porque é considerado muito alto pelos pais", diz a presidente do Simetesp. Segundo ela, a média no município de São Paulo varia de R$ 80 a R$ 120 por mês, por criança. "Como as prefeituras não fixam uma referência, o valor varia muito em cada município ou Estado", explica.
Para saber se o veículo está autorizado a trafegar e atende às normas de segurança dos órgãos de trânsito, basta prestar atenção em alguns itens. As peruas vistoriadas possuem um adesivo colado no vidro, que é obrigatório em todo o país, e têm lanternas instaladas na capota (amarelas na frente e vermelhas atrás). No município de São Paulo, o adesivo fica do lado do passageiro, é emitido pela SPTrans e seu formato e cor variam a cada seis meses. Os veículos devem trazer também uma grande faixa amarela, com a inscrição escolar pintada ou afixada nas laterais.
Além disso, as peruas devem ter cintos de segurança e encosto de cabeça para todos os passageiros, o tacógrafo - equipamento que controla a velocidade -, um extintor de incêndio de 4 kg e trava de segurança para os vidros. Uma dica importante que Maria de Lourdes dá é fazer um contrato por escrito com o prestador de serviços. "É bom especificar todas as condições do serviço e o valor". O contrato deve fornecer ainda dados do proprietário do veículo, como seu endereço e telefone, por exemplo.