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 Sergio Habib18/07/2007 

 Presidente da Citroën do Brasil
Texto: Michel Escanhola
Fotos: Giulliano Ricciardi

Prolixo quando quer, Sergio Habib inovou na semana passada. O presidente da Citroën do Brasil resolveu abrir as portas de sua sala na companhia para fazer a apresentação do C4 Pallas, principal lançamento da marca no país este ano. E, para a surpresa geral, não foi a simplicidade das instalações que mais chamou a atenção no “quartel general” do principal executivo da montadora francesa no Brasil.

A sala de Habib mais parece um centro de pesquisas. Em todas as paredes há gráficos que mostram o desempenho de cada veículo da marca — e olha que não são poucos: ao todo são nove modelos. Além da performance no mercado de veículos, o executivo fixou nas paredes o retrospecto dos segmentos em que a montadora participa.

Mas acima dos gráficos, o executivo fez questão de colocar um cartaz dos principais concorrentes do C4 Pallas. Nada de mais se não fosse o fato de os veículos estarem metralhados. Ter tantas informações ao alcance das mãos todos os dias tem uma explicação simples: planejamento. Muitas vezes, é de lá, da sua sala, que Habib controla as 84 concessionárias da montadora, das quais ele é dono de 34.

Habib tem 49 anos de idade e é formado em Engenharia Eletrônica. Filho de franceses, iniciou a carreira empresarial no setor de serviços automotivos na década de 1980. Em 1990, logo após a abertura do mercado brasileiro para os produtos importados, apresentou à diretoria da Citroën um plano comercial estratégico e ambicioso para futuras operações da marca no Brasil, obtendo autorização para representá-la no país.

Em outubro de 2000, após a decisão do Grupo PSA de se instalar no Brasil e fabricar o monovolume Xsara Picasso, foi nomeado presidente das operações da Citroën brasileira. Em entrevista exclusiva, Habib conta (um pouco) o que a marca prepara para o mercado nacional.

O que o consumidor pode esperar da Citroën para este ano?
Sergio Habib — Nada. A novidade deste ano fica por conta do C4 Pallas.

E o C4 quatro portas e o C4 Picasso, que o senhor tinha anunciado?
SH — Não estão previstos para 2007. Em razão da fila de espera na Europa e, principalmente, na França, estes modelos chegam no ano que vem.

Quando o Pallas ganhará o motor Flex?
SH — Segundo semestre de 2008. Ter um carro flex hoje em dia é uma necessidade.

Essa motorização bicombustível também será a mesma 2.0?
SH — Sim. Será derivada da motorização movida somente a gasolina, que também é utilizada na linha C5.

Nesta estratégia de lançar novos membros da “família” C4, não existe a possibilidade de desembarcar no Brasil o C4 VTS, versão esportiva do modelo?
SH — Não posso comentar isto.

Planos para abrir novas concessionárias?
SH — Sim. Atualmente contamos com 84 autorizadas, mas vamos fechar o ano com 96 — nenhuma destas em São Paulo. Ao todo serão 12 novas autorizadas.

Quais as projeções de mercado da Citroën?
SH — No ano passado nós comercializamos 35 mil carros. Nossa previsão para 2007 é elevar este número para 52 mil, representando crescimento de 50%. Para o ano que vem, a expectativa é que a marca contabilize 65 mil veículos, ou seja, vamos praticamente dobrar nosso volume de vendas em um intervalo de dois anos (2006 e 2008).

E a longo prazo?
SH — Para 2012, por exemplo, queremos algo ao redor de 140 mil carros. Com novos produtos, que eu não posso comentar, claro.

Para atingir essas metas de crescimento, a montadora pretende investir quanto no Brasil?
SH — Temos investimentos programados, mas por enquanto não posso comentar.


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