08/08/2012 | 17:08
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Ministro quer aumentar preço da gasolina

Edison Lobão afirma que o reajuste é necessário, mas que a alta da inflação está postergando a questão

Autor: da Redação, com Agência Brasil/Foto: Divulgação
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O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse hoje (8) que o reajuste do preço da gasolina é uma possibilidade este ano, porém a decisão ainda está em estudo pelo governo. Ele argumentou que a preocupação com a inflação é um dos principais motivos para a dúvida sobre a questão.

“O reajuste é necessário. Há nove anos que não se faz um reajuste diretamente na bomba de combustíveis, mas a nossa preocupação com a inflação é também permanente. Então, temos que pesar de um lado a necessidade de fazer [o reajuste] e do outro a preocupação com o processo inflacionário”, disse o ministro.

Lobão declarou que o governo quer postergar o reajuste na gasolina mas, segundo ele, “a necessidade é tão grande que o governo pode vir a ceder diante da necessidade”. O ministro explicou que esse seria o instrumento para reverter o prejuízo de R$ 1,3 bilhão da Petrobras no segundo trimestre deste ano, anunciado no último dia 3. “Não vislumbramos nenhum instrumento que socorra a Petrobras senão o aumento.”

Questionado sobre possível percentual de aumento no preço do combustível, o ministro não quis fazer estimativas. “Esta avaliação vem sendo feita pelos ministérios da Fazenda e de Minas e Energia para se chegar primeiro num número e, segundo, na decisão, que não está tomada”, explicou.

Petrobrás

Na última terça-feira (7), a presidenta da Petrobras, Graça Foster, ressaltou que o preço dos combustíveis praticado pela empresa no país não foi o maior responsável pelo prejuízo de R$ 1,3 bilhão da companhia no segundo trimestre do ano.

“Entre as cinco ou seis variáveis que tiveram impacto no resultado negativo da Petrobras, a variável preço, em alguns dos combustíveis, não foi a maior responsável pelo resultado”, disse em entrevista coletiva após participar de encontro de empresários promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). “Eu lembro aos senhores o impacto do câmbio, eu lembro também que nós tivemos uma produção de petróleo menor, porque nós precisamos fazer as paradas programadas. Nós tivemos uma baixa de 41 poços secos no valor de R$ 2,7 bilhões”.

Como a elevação da demanda interna por combustíveis, a Petrobras passou a ter de importar derivados, principalmente gasolina e óleo diesel a um custo mais elevado que o de revenda. De acordo com Graça Foster, a situação só deve ser revertida com a volta da competitividade do preço do etanol. “Enquanto não tem todo aquele álcool acompanhando o crescimento da frota, nós vamos estar certamente precisando importar gasolina para atender ao mercado nacional. O que eu escuto ser dito pelos usineiros, aos quais eu tenho pouco contato, é que há uma expectativa positiva que o álcool esteja de volta ao longo do ano que vem, e que em 2014 ele esteja presente”.

A presidenta ainda reafirmou a necessidade de novo reajuste no preço da gasolina no mercado interno. “Se você perguntar para quem vende se há ou não necessidade [de reajuste], eu vou dizer que sim. Quem vende quer volume, volume eu tenho, e preço. Agora, a política de preços da Petrobras é uma política de preços de médio prazo e longo prazo”.
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