16/07/2012 | 14:49
Canal de Análise de Mercado
Land Rover quer produzir SUV Freelander no Brasil
Montadora britânica, que pertence ao grupo indiano Tata Motors, negocia benefícios com o governo brasileiro
Autor: da Redação, com agências internacionais/Foto: Divulgação
De acordo com o jornal inglês Finacial Times, a Tata Motors está negociando com o Governo brasileiro para ter uma fábrica no país. A publicação afirma nesta segunda-feira (16) que a empresa pretende produzir o modelo Freelander, jipe de luxo da Jaguar Land Rover por aqui.
Assim que garantir para as autoridades locais que poderá produzir um número suficiente de veículos, a marca irá buscar investimentos e estrutura para a construção da fábrica. Ainda de acordo com o jornal, a ideia de se montar a sede no Brasil tem justificativa, já que o País está a caminho de se tornar o terceiro maior mercado automotivo do mundo.
"Pensamos em ter uma fábrica ou uma linha de montagem, mas é preciso uma massa crítica de volume. Além disso, estamos em negociações com o governo sobre como esse passo pode ser dado por uma companhia não tão grande como a nossa", afirmou o presidente-executivo da Jaguar Land Rover, Ralf Speth, ao Financial Times.
Em março deste ano, em um entrevista exclusiva ao Carsale, o presidente da Jaguar Land Rover para a América Latina e Caribe, Flavio Padovan afirmou que os planos de instalar uma fábrica no Brasil é algo que vem sendo discutido desde de dezembro de 2010. De acordo o executivo, o projeto está parado à espera de uma “situação mais favorável”.
“O cronograma estava adiantado, mas a alta do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados] paralisou por completo o nosso projeto”, disse. Segundo o executivo, em fevereiro de 2011 a empresa apresentou os documentos ao poder público e o processo para a escolha do local onde será construída nova unidade fabril começou. Já tínhamos dois Estados concorrentes e um deles bem próximo de fechar”, contou Padovan.
O chefão da Jaguar Land Rover comentou também que é complicado pensar em fábrica de uma marca de nicho. “Vendemos uma meda de 8.000 carros por ano. É um volume muito baixo, por isso precisamos ter certeza e garantias para que uma fábrica não seja um problema, ao invés de um avanço”.
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