03/08/2012 | 14:22
Canal de Avaliação

BMW Série 3: mais eficiente e menos rebelde

Bom de guiar e mais dócil, sedã alemão tem motor potente e econômico

Autor: Rodrigo Lara/Foto: Rodrigo Lara
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Seis gerações e uma história que remonta de 1975. Esse é o BMW Série 3, principal carro em termos de vendas da marca bávara e membro da trinca alemã de sedãs médios premium, completada por Audi A4 e Mercedes-Benz Classe C. Competir dentro desse mercado é garantia de que um produto terá sua qualidade colocada à prova de uma forma exigente e, nesse contexto, é possível dizer que o novo Série 3 está à altura dos rivais.

Audi e Mercedes renovaram seus sedãs recentemente, porém tanto A4 quanto Classe C passaram apenas por uma reestilização, com novidades estéticas e de equipamentos. Isso dá uma vantagem ao BMW, já que o novo Série 3 passou por alterações mais profundas do que as dos rivais, as quais o tornam um produto mais moderno.

Por ora, a BMW vende no Brasil as versões intermediárias do Série 3, chamadas de 328i -- que conta com quatro pacotes de equipamentos --, e a top de linha, 335i. Essa última, indisponível no lançamento do carro em junho, começará a ser vendida em agosto. Confira abaixo a lista de versões, seus nomes e preços.

BMW 328i – R$ 171.400,00

BMW 328i Sport Line – R$ 189.700,00

BMW 328i Luxury Line – R$ 212.950,00

BMW 328i Plus – R$ 229.950,00

BMW 335i Sport Line – R$ 294.950,00

Alemão nervoso

O visual sofreu mudanças e, mesmo não sendo um rompimento em relação ao Série 3 anterior, carrega detalhes mais agressivos, em especial no conjunto óptico dianteiro, que tem faróis mais delgados e que se “espicham” em direção à grade central. O para-choque dianteiro possui novas entradas de ar e o capô conta com traços musculosos. Olhando o carro de frente, a cara de poucos amigos intimida.

A carroceria carrega menos vincos do que os encontrados nos BMW da primeira década dos anos 2000. O visual é mais limpo e elegante, com uma linha de cintura bem definida que percorre a lateral na altura das maçanetas. Chegando à traseira, o sedã tem lanternas recortadas pela tampa do porta-malas e um para-choque volumoso. De maneira geral, o desenho do carro agrada e se mostra mais elegante do que o visto na geração anterior.



O interior mantém o visual sóbrio típico dos carros da BMW. Em um primeiro momento, diante do acabamento da Audi e do luxo da Mercedes, a impressão que se tem é a de que o Série 3 é um tanto pobre. Essa reclamação, contudo, fica somente no quesito visual: o acabamento é de ótima qualidade e, no fim, tudo que se precisa está lá e é simples de usar. Mas que um visual mais arrojado ajudaria, não há dúvidas.

A lista de equipamentos agrada e reúne o que é comum a um veículo dessa categoria. A versão avaliada, 328i, tem como itens principais ar-condicionado de duas zonas, central multimídia com entrada USB e auxiliar, direção elétrica, volante de couro multifuncional, bancos com ajustes elétricos, sistema Start-Stop e um sistema que permite selecionar três modos de condução. A segurança se mostra presente com airbags dianteiros, laterais e de cabeça na dianteira e na traseira. Os apoios de cabeça dianteiros são ativos e há a presença de freios ABS (antitravamento), do controle de tração e estabilidade e de um sistema que monitora a pressão dos pneus.

Leistungsfähigkeit

A saladinha de letras acima nada mais é do que a palavra eficiência escrita em alemão. E o BMW Série 3, que sempre teve como característica marcante permitir uma interação apimentada e quase visceral entre carro e motorista, agora quer ser lembrado por sua eficiência. O maior expoente disso está dentro do capô: o motor agora é um 2.0 turbo a gasolina, com injeção direta de combustível. O propulsor tem números empolgantes, rendendo 245 cavalos entre 5.000 e 6.500 rpm e torque máximo de 35 kgfm entre 1.250 e 4.800 rpm.

A transmissão é automática de oito velocidades e ajuda ainda mais o motor a trabalhar com folga. Prova disso é que, a 100 km/h, o conta-giros marca menos de 2.000 rpm. O câmbio também conta com um modo esportivo, que retarda as trocas de marchas e um manual. Sobre esse último cabe uma reclamação: em um carro de pegada esportiva, é inadmissível não haver paddle shifts para que o motorista realize as trocas de marchas no próprio volante. Na ausência deles, a única alternativa é utilizar a própria alavanca localizada no console central.



Outro item responsável pelos bons números de consumo do carro, que durante a avaliação teve como média 10,5 km/l, considerando trajetos urbanos e congestionados e autoestradas por 550 km, é o seletor de modos de condução. Ele controla diversos parâmetros, como as respostas de acelerador e motor, além do nível de assistência da direção elétrica e também o funcionamento do ar-condicionado. São três modos: Sport, Comfort e Eco Pro.

Aulas de etiqueta

Se o motor, ao mesmo tempo que preza pelo baixo consumo também instiga o motorista a esquecer que há leis sobre os limites de velocidade, a suspensão deixou de lado o excesso de firmeza. Mas antes de falar dela, vale citar que o Série 3 tem um desempenho de fazer inveja para modelos declaradamente esportivos. A presença do torque é abundante e o carro acelera de uma forma até assustadora, sem demonstrar qualquer perda de fôlego. E, tudo isso, acompanhado de um som grave do escapamento e do típico assovio de carros sobrealimentados.

Sobre a suspensão, dá para dizer que o carro perdeu parte do seu comportamento rebelde e nervoso, se tornando mais tolerante às imperfeições do asfalto. Convém não abusar: de maneira geral, o ajuste ainda é mais firme do que a média e pode incomodar os passageiros ao encarar imperfeições mais agudas do asfalto. Há também a tendência de batidas secas ao se passar por buracos, o que emite um som capaz de provocar lágrimas no dono de um carro de mais de R$ 170 mil. Sejamos justos, contudo: não dá para culpar um carro por um defeito que, na verdade, é do pavimento das ruas. A direção também passa uma sensação mais artificial do que a experimentada na geração anterior do carro. Não incomoda o motorista “comum”, mas pode desagradar os mais puristas.



Os pneus ajudam no quesito conforto. Na medida 255/45, com rodas de 17 polegadas, eles não são tão suscetíveis à buracos, como foi possível experimentar durante a avaliação. Dirigindo à noite, não foi possível desviar de uma cratera de respeito. A firme batida na suspensão veio seguida da preocupação com o pneu do carro. Felizmente, não houve qualquer avaria e o Série 3 seguiu normalmente. Fosse um jogo de pneus com perfil mais baixo, que ofereceriam, em tese, um desempenho mais esportivo, o destino certamente seria diferente.

No final das contas, dá para dizer que o Série 3 evoluiu. Mais dócil, sem perder o alto desempenho, e mais eficiente, ele mostra que é possível reunir racionalidade e emoção em um mesmo pacote. Se o desafio era não prejudicar nenhum desses dois lados, pode-se dizer que a nova geração do BMW passou no teste.
 
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Veja abaixo a galeria de fotos:
 
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Ficha Técnica
328i
Motor
Dianteiro, longitudinal, 4 cilindros em linha, injeção direta de gasolina, controle de válvula totalmente variável
Cilindrada (Cm³)
1997
Potência (Cv)
245
Torque (Kgfm)
36,5 kgfm a 1250 rpm
Câmbio
Automática de oito velocidades
Comprimento (m)
4.62
Largura (m)
1.81
Altura (m)
1.42
Entre-Eixo (m)
2,81
Peso (Kg)
1.430
Porta-Mala (l)
480
Suspensão
Independente, do tipo McPherson no eixo dianteiro e semi-independente, com eixo de torção no traseiro
Freios
Discos de freio com pinça flutuante de um pistão / perfurados
Tanque (l)
60
Preço (R$)
A partir de R$ 171.400
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