24/04/2012 | 11:39
Canal de Comparativo / Teste

Corolla XRS faz de conta que é esportivo

Nova versão do sedã da Toyota anda tanto quanto a XEi convencional

Autor: Carlos Guimarães/Foto: Larissa Florêncio
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Carsale - Cena 1: O Corolla XRS chega no posto para reabastecer, impressionando o frentista com o aerofólio traseiro e os defletores de ar laterais. Cena 2: “Puxa, esse sim é máquina hein”, diz o amigo com boné e macacão, enquanto coloca um pouco de etanol no tanque do sedã. Cena 3: “´É mais aparência”, respondo, “o conjunto é o mesmo do XEi 2.0”, explico. Cena 4:”Pois é, tá faltando uma roda maior, quem sabe aro 18,19 ou 20, né?”, pergunta o frentista depois de colocar o bico da bomba, terminando o reabastecimento.  Cenas bem diferentes do comercial em que aparecem os atores Wagner Moura e Selton Mello tentando mudar a imagem de carro conservador do sedã da Toyota, não? Mas, de certa forma, provam que a propaganda pode mesmo convencer as pessoas que o XRS é um sedã esportivo.

Não é a primeira vez que alguma fabricante resolve incluir enfeites numa nova versão e colocar algum emblema  na traseira antes usado em Audis, Porsches, Ferraris, entre outros supercarros. Mas, no caso do Corolla XRS, estão cobrando o preço próximo de um esportivo de verdade: R$ 78.570 (sem pintura metálica, que custa R$ 930 e leva o preço para R$ 79.500), ou exatos R$ 1.500 a mais que o XEi 2.0 (R$ 77.070), diferença que dá direito ao pacote com o tal aerofólio traseiro, os tais defletores laterais e nos para-choques, manopla de câmbio exclusiva, base do volante achatada, pintura grafite nas rodas, grade dianteira do tipo colméia e, entre outros apetrechos, as costuras vermelhas nas partes internas revestidas de couro, no lugar das pretas do XEi. Vale?



Bem, para quem quiser impressionar nos estacionamentos, postos, portas de restaurantes da moda e afins (sempre com o carro parado), por que não? Mas não se iluda: você estará levando para casa um Corolla XEi enfeitado, nada mais que isso.  Até a empunhadura do volante e o tipo de revestimento não mudam. Esportividade, apenas na imaginação de quem dirige. Mas com tanto silêncio a bordo, tanta suavidade ao rodar, fica difícil fazer de conta que esta acelerando um sedã esportivo.

O câmbio automático de quatro marchas, mesmo com hastes atrás do volante, também não ajuda a sonhar com algo mais animado, digamos.  As relações de marchas longas e com belo degrau entre elas, também não contribuem com a agilidade de um  “RS”. Segundo as medições do Instituto Mauá de Tecnologia, o Corolla 2.0 vai de 0 a 100 km/h em 10,9 segundos apenas com etanol no tanque e retoma de 40 a 120 km/h em 13,6 segundos, números de um bom sedã médio, mas longe de um esportivo.



O lado bom (não esperado para quem procura por um carro esporte) é o consumo moderado. Ainda conforme as medições do IMT, o Corolla faz 6,7 km/l na cidade e 10,7 km/l na estrada com etanol no tanque, marcas que melhoram para 9 km/l e 14,2 km/l, respectivamente com gasolina. O motor 2.0 de 153 cavalos, porém, tem seus méritos. Consegue ter boa dose de força  a partir de 2.500 rpm, com torque máximo de 20,7 kgfm a 4.800 rpm, sinal de que o variador de fase do comando de válvulas funciona bem.

Outra qualidade é a suavidade de funcionamento, mesmo em rotações mais altas. Se numa subida faltar fôlego, basta reduzir uma marcha pelas hastes atrás do volante e pisar com vontade no acelerador que o carro responde,  mas não se empolgue, as reações são as mesmas da versão XEi sem nenhuma pretensão esportiva. Vindo a 80 km/h em freando com força, o carro percorre 35,5 metros até parar, conforme as aferições do IMT.



Sim, as rodas do XRS são as mesmas do XEi, apenas foram pintadas de cinza grafite. Os pneus 205/55R 16 também não mudaram, bem como o ajuste da suspensão. Resultado:  nas curvas, o Corolla continua com comportamento neutro, como o de um sedã familiar. Em piso irregular, o XRS consegue absorver boa parte das imperfeições, contribuindo com o conforto dos ocupantes, o que é louvável, mas nada parecido como um esportivo reagiria, sempre com a estabilidade em primeiro lugar, mesmo que isso signifique tornar o carro desconfortável.

Há discos nas quatro rodas, mas, novamente, sem mudanças em relação ao XEi. Enfim, não há saída para se sentir em um verdadeiro esportivo.  Nem apoios laterais mais largos nos bancos, pedais de alumínio, couro perfurado no volante, ponteira de escapamento de aço inoxidável, ou cores mais vivas (estão disponíveis apenas os tradicionais preto e prata). Apenas mesmo bons atores para fazer de conta que o XRS tem algo de esportivo. Bem, corta ! E palmas para eles se a Toyota bater a meta de vender 400 unidades por mês do XRS, chegando a representar 10% do total que é vendido do sedã.

 
Avaliação Carsale
Toyota XRS 2.0
Posição de Dirigir
Acabamento
Segurança
Estilo
Consumo
Custo/Beneficio
Itens de série
Espaço Interno
Desempenho
Ergonomia
Conjunto mecânico
Conforto
Avaliação Carsale
3,75
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Veja abaixo a galeria de fotos:
 
Untitled Document
Ficha Técnica
Corolla XRS
Motor
Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 16V, flex
Cilindrada (Cm³)
1.986
Potência (Cv)
153 a 5.800 rpm
Torque (Kgfm)
20,7 a 4.800 rpm
Câmbio
Automático, de quatro marchas
Comprimento (m)
4,54
Largura (m)
1,76
Altura (m)
1,48
Entre-Eixo (m)
2,60
Peso (Kg)
1.285
Porta-Mala (l)
470
Suspensão
Independente, do tipo McPherson no eixo dianteiro e semi-independente, com eixo de torção no traseiro
Freios
Discos ventilados na dianteira e sólidos atrás
Tanque (l)
60
Preço (R$)
a partir de R$ 78.570 sem pintura metálica
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