Com a crise na Europa, a PSA Peugeot Citroën irá direcionar seus negócios para o mercado chinês. De acordo com informações de jornais chineses, a montadora francesa prevê que as atividades no país asiático correspondam com cerca de 15% do faturamento total do grupo em 2014.
Não é de hoje que jornais estrangeiros taxam a situação financeira da PSA como complicada. Tanto é que no começo do ano, a montadora fechou uma grande parceria com a General Motors e dentro dos objetivos do acordo está um plano de compartilhamento de etapas da produção, negociação de contratos com fornecedores e até a construção de fábricas em conjunto (leia mais aqui). Tudo visando a redução de custos e a recuperação das contas de ambas as empresas (no caso da GM, o problema é voltado para a marca alemã do grupo, a Opel).
E dentro deste novo plano de aumentar as ações na China está a construção de uma nova fábrica, em parceria com uma das montadoras estatais do país asiático, a Changan (que inclusive possui atividades no Brasil, representada pela importadora Districar). Essa nova unidade produtiva será responsável pela montagem exclusiva de modelos da linha DS, da Citroën, e terá capacidade de produzir 200.000 carros\ano.
Meses atrás a marca estreou a nova linha de produtos premium na China e tem sido bem aceita pelos clientes. Segundo alguns especialistas, os bons resultados em território chinês é a ausência de preconceito com os carros de origem francesa, em detrimento dos modelos alemães, japoneses e norte-americanos. Algo comum em alguns países do ocidente, como o próprio Brasil.
Outras montadoras segue esse caminho
Não é de hoje que as montadoras observam de perto os movimentos da economia chinesa. Cientes do potencial de crescimento do país asiático e das dificuldades dos antigos grandes mercados consumidores, como Estados Unidos e a Europa, Volkswagen, General Motors, e empresas de luxo como Ferrari e Rolls-Royce já divulgaram planos de aumentar a participação por lá.
O Grupo Volkswagen, por exemplo, divulgou no inicio do ano um aumento de investimentos na China de 1,6 bilhão de euros (US$ 2,1 bilhões) para 6 bilhões de euros até 2012. Na época, executivos da empresa alemã colocavam como principal objetivo o lançamento de novos produtos e a construção de duas novas fábricas no país. Para se ter uma ideia da ambição do plano, a previsão de crescimento da empresa em terras chinesas é de 75% até 2018.