O sistema antibloqueio dos freios, mais conhecido pela sigla ABS (Anti-lock Braking System), foi apresentado pela Mercedes-Benz e a Bosch há exatos 40 anos, na Alemanha. O primeiro carro a ser equipado de fábrica com o recurso de segurança foi a primeira geração do sedã Classe S (W116).

Além de auxiliar no controle da direção do veículo em situações de emergência em pisos escorregadios, o ABS inseriu os automóveis na era digital por utilizar uma central eletrônica para monitorar e controlar o sistema de freios.

“O sistema antibloqueio de freios usa um computador para monitorar a mudança de velocidade de rotação de cada roda durante a frenagem. Se a velocidade diminuir repentinamente (como ao frear sobre uma superfície escorregadia) e a roda travar, o computador reduz automaticamente a pressão do freio. A roda acelera novamente e a pressão do freio é aumentada em seguida, desse modo travando a roda. Este processo é repetido várias vezes em questão de segundos”, explicava o material de divulgação da Mercedes-Benz distribuído à imprensa na época.

Embora tenha parecido complicado, o funcionamento do ABS foi revelador na prática. Mesmo em pisos com mínima aderência, o sistema favorecia a máxima força de frenagem sem o travamento das rodas, permitindo ao motorista manter o controle da trajetória do veículo, uma vez que a direção não era afetada pelas rodas bloqueadas.

Dois anos depois de lançar o ABS, a Mercedes-Benz passou a oferecê-lo como opcional para todos os seus modelos, incluindo veículos comerciais. O sistema só se tornou item padrão nos carros da marca a partir de outubro de 1992.

No Brasil, o ABS se tornou obrigatório nos veículos novos comercializados no país somente a partir de 2014. Na época, a medida obrigou algumas fabricantes a tirar de linha modelos antigos, como Volkswagen Kombi e Fiat Uno, por conta da inviabilidade da instalação do sistema em projetos defasados.

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