O trânsito é a principal causa de morte acidental de crianças e adolescentes com idades de 1 a 14 anos no Brasil. O levantamento é da ONG Criança Segura e também aponta que do total de mortes de crianças relacionadas ao trânsito, 34% aconteceram quando elas estavam na condição de ocupantes de veículo e 30%, devido a atropelamentos.

De acordo com o NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration), agência responsável pela segurança dos veículos nos Estados Unidos, ao utilizar o cinto de segurança as chances de ferimentos fatais são 45% menores para os passageiros. No caso de crianças, utilizar um dispositivo de fixação adequado à idade e estatura é essencial.

Para minimizar os riscos em caso de acidentes, o CESVI (Centro de Experimentação e Segurança Viária) destaca seis dicas importantes.

  • Transporte as crianças sempre em assentos infantis adequados à sua estatura e idade, mesmo em trajetos curtos;
  • Observe e siga corretamente as instruções de instalação dos assentos infantis;
  •  Lembre-se de verificar se o cinto de segurança está afivelado;
  • As crianças também devem usar o cinto da cadeirinha ou o cinto do próprio veículo, dependendo da sua idade ou estatura;
  • Objetos devem ser transportados em locais adequados, como porta-malas, porta-luvas ou porta-objetos, para que não sejam arremessados na direção da criança na eventualidade de uma colisão ou freada brusca. Em caso de não haver locais adequados, acomode o objeto no assoalho do veículo;
  • Verifique os tipos de fixações existentes nos veículos e nas cadeirinhas, tais como o ISOFIX, Top Tether e Latch. Esses sistemas são mais avançados para a fixação dos assentos infantis.

O QUE DIZ A LEI

O Código de Trânsito Brasileiro descreve que o transporte de crianças em veículos automotores deve ser realizado no banco traseiro até que elas completem 10 anos de idade – sempre utilizando os dispositivos de retenção adequados para cada idade. O motorista que não cumprir as regras está sujeito a infração gravíssima com 7 pontos na CNH, multa no valor de R$ 293,47 e retenção do veículo até a regularização.

De acordo com a Resolução 277 do CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito), para veículos que não possuem banco traseiro (tais como picapes de cabine simples), o transporte de crianças com até 10 anos de idade poderá ser realizado no banco dianteiro. Mas nestes casos é obrigatório o uso do dispositivo de retenção adequado e com algumas ressalvas.

Confira abaixo os dispositivos de retenção e suas especificações:

  • Bebê-conforto: Deve ser utilizado para o transporte de crianças com até 1 ano de idade. Na utilização do bebe conforto no banco dianteiro, é importante a desativação do airbag do passageiro, evitando que haja agravamento dos ferimentos nas crianças em caso de acidente. Orientações de como desativar o airbag contam no manual do veículo. Caso o veículo não possua a desativação do airbag, o bebe conforto não deve ser instalado no banco dianteiro.
  • Cadeirinha: Recomendado para crianças com idade entre 1 e 4 anos, na utilização desse dispositivo no banco dianteiro, certifique-se que ele não contenha bandejas, pois esses acessórios podem agravar ferimentos em caso de colisão quando o veículo for equipado com airbag frontal.
  • Assento de elevação: Apropriado para crianças de 4 a 7,5 anos. As crianças com idade superior a 7,5 anos podem utilizar o cinto de segurança do automóvel, sem a utilização de outros dispositivos de retenção, mas atente-se a estatura da criança e nunca deixe o cinto de segurança muito próximo do pescoço. Caso utilize assento de elevação no banco dianteiro, recomenda-se que posicione o banco na última posição, deixando o banco o mais afastado possível do painel do veículo equipado com airbag.

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