Entre um lançamento de foguete da SpaceX e uma festa ao lado da namorada Grimes – cantora canadense até então desconhecida – o chefão da Tesla, Elon Musk, ainda encontra tempo para promover seu carros elétricos com ideias mirabolantes.

O buzz atual é em torno do Model 3, prometido como o carro mais barato da marca californiana (é um sedã médio, posicionado abaixo do Model S e planejado para rivalizar com BMW Série 3, Mercedes-Benz Classe C e Audi A4, entre outros), mas os engasgos na linha de produção parecem ter obrigado Musk a pisar no freio e olhar pelo retrovisor marqueteiro.

Por isso, coube ao Model X, SUV/crossover elétrico lançado em 2015, realizar a façanha de rebocar um Boeing 787, considerado o avião de passageiros mais moderno em uso no mundo. O Dreamliner (como a aeronave é chamada pelo fabricante) pesa cerca de 180 toneladas vazio.

Para entrar no Livro dos Recordes, o Model X teve de puxar o avião por cerca de 300 metros num aeroporto da Austrália (a companhia Qantas emprestou o 787). Com dois motores elétricos e torque instantâneo de cerca de 67 kgfm, o Tesla cumpriu a missão, mas passou longe do recorde cravado em 2017 pelo Porsche Cayenne, que puxou um Airbus A380 de 285 toneladas (atualmente a maior aeronave de passageiros do mundo).

Para ficar todo mundo feliz, a Tesla será detentora do recorde de reboque por veículo elétrico, enquanto a Porsche poderá manter o de veículo a combustão. E Musk poderá desviar a atenção até mesmo dos acidentes com carros da Tesla que estão sob investigação nos Estados Unidos.

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