Uma reunião de acionistas nesta sexta-feira (13), em Amsterdã (Holanda), marcará o inicio do último ano de Sergio Marchionne como CEO da FCA – Fiat Chrysler Automobiles. Ainda não se sabe quem substituirá o executivo de 65 anos, mas é provável que sua saída abra caminho para uma nova grande fusão de marcas globais — a exemplo da que houve entre Fiat e Chrysler, completada em 2014.

Apesar de o grupo FCA ter se tornado mais relevante do que as duas marcas eram separadamente — a Fiat era limitada à Europa e a países periféricos, como o Brasil; a Chrysler era insulada nos Estados Unidos e quebrou em 2008 — e de a divisão Jeep ter se revigorado como marca e negócio, os números de produção seguem distantes dos de outros grupos globais, como Volkswagen e Toyota.

Além disso, os cofres estão vazios. Uma das últimas missões de Marchionne será equacionar uma dívida de US$ 2,96 bilhões. Nesta sexta, o CEO deve apresentar os planos do grupo até 2022, e como irá saldar a dívida que vence em junho.

Por ora, a FCA não se pronuncia sobre seus próximos passos, já sem Marchionne e talvez aliado a algum atual concorrente. Segundo a agência de noticias financeiras Bloomberg, três cenários são possíveis.

No primeiro, a FCA buscaria um acordo com a Ford, consolidando sua participação no mercado dos EUA e, de quebra, resolvendo a crônica fragilidade financeira da marca americana — que, segundo analistas, toparia fechar negócio sem muita demora.

No segundo, a FCA assinaria um acordo com a Volkswagen. Ajudaria a Fiat a se posicionar melhor na Europa, onde é apenas a quarta marca mais vendida, e abriria mais portas para os alemães nos EUA — onde o escândalo do diesel ainda repercute, e muito mal.

Outra solução europeia, menos provável, seria uma aliança com a PSA Peugeot Citroën, revigorada pela aquisição da alemã Opel (ex-General Motors) e pelo milagre operado por Carlos Tavares, o CEO português que recolocou o grupo francês no azul.

Por fim, o terceiro cenário envolve — é claro — uma ação à moda deus ex machina por parte da China. No caso, a Geely, já dona da Volvo, seria a candidata mais forte a incorporar a FCA.

Imagem: USA Today