Anunciada pela Volkswagen em dezembro do ano passado, quando começou a ser oferecida em um lote de 450 unidades em regime de pré-venda, a Amarok Highline V6 já está sendo comercializada no mercado brasileiro. Fabricada na Argentina, a picape equipada com o motor 3.0 V6 turbodiesel está disponível apenas na versão Highline por R$ 184.990. O conjunto de rodas de liga leve de 19 polegadas é o único opcional (R$ 2.720). O modelo é o terceiro dos 20 lançamentos confirmados pela marca na América Latina até 2020.

O motor importado da Alemanha gera 225 cv de potência a 3.000 rpm e 56,1 kgfm de torque entre 1.500 e 2.500 rpm – números que a credenciam como a picape mais potente da categoria. O propulsor ainda conta com a função overboost, que disponibiliza mais 20 cv e 3 a 4 kgfm (totalizando 245 cv e 60 kgfm) em condições que demandam mais força (ultrapassagens, retomadas e reboque), a velocidades entre 50 e 120 km/h. O recurso é acionado automaticamente durante 10 segundos, podendo voltar a entrar em intervalos de cinco segundos.

De acordo com a Volkswagen, a Amarok V6 acelera de 0 a 100 km/h em 8 segundos e atinge a velocidade máxima de 190 km/h – quase 3 segundos mais rápida que a Amarok de 180 cv. Para se ter uma ideia, o sedã médio Jetta 2.0 TSI (211 cv) leva cerca de 7,5 segundos para chegar aos 100 km/h.

Como nas versões com a motorização de quatro cilindros 2.0 biturbo a diesel de 180 cv, a Amarok V6 conta com câmbio automático de oito marchas e o sistema 4Motion de tração integral permanente com bloqueio do 4×4 a velocidades abaixo de 50 km/h – a caixa de redução é exclusiva das variantes com transmissão manual de seis velocidades.

O pacote de equipamentos de série é o mesmo da Highline de quatro cilindros, que traz ar-condicionado automático de duas zonas, bancos de couro, airbags frontais, Isofix, controles de estabilidade e tração, ABS off-road, controlador de velocidade, faróis bi-xenônio, rodas de 18 polegadas, central multimídia com tela de 6,3 polegadas, entre outros.

Visualmente, a única diferença da Amarok Highline V6 para a Highline de quatro cilindros são os emblemas na grade frontal e na tampa da caçamba e os detalhes cromados nas capas dos retrovisores pintadas de preto. As cores disponíveis para o modelo são a sólida branco Cristal, a perolizada preto Mystic e as metálicas prata Sirius e cinza Indium – todas sem custo adicional.

Impressões
Rodamos com a Amarok Highline V6 em um trajeto rodoviário de aproximadamente 100 km em rodovias do interior do Estado de São Paulo. Neste breve contato pudemos constatar a óbvia vantagem de desempenho em comparação com as outras picapes médias do mercado. O comportamento dinâmico exemplar é idêntico ao das versões de quatro cilindros, com exceção do rodar um tanto duro em pisos irregulares por conta das rodas de 19 polegadas da unidade testada. Já a eficiência do isolamento acústico do motor faz os ocupantes esquecerem que se trata de um veículo movido a diesel.

O V6 turbodiesel apresenta a cavalaria extra nas arrancadas e, principalmente, em retomadas. Basta encostar o pé direito no acelerador para sentir a patada nas costas. Nas diversas ultrapassagens feitas durante o teste, o câmbio automático nem precisou fazer reduções para embalar a picape de 2.185 kg (149 kg a mais que a Highline quatro cilindros). Mesmo com a oitava marcha engatada, havia fôlego de sobra para deixar todo mundo para trás nas longas subidas do trajeto.

Durante a nossa avaliação, mais focada em sentir a disposição do novo motor em acelerações e retomadas, o computador de bordo da picape registrou médias de consumo na casa dos 10 km/l. Deixaremos para publicar um número mais condizente com as situações de uso em um teste mais detalhado, com medições instrumentadas feitas pelo Instituto Mauá de Tecnologia.

Como tudo que acelera uma hora tem de parar, a Amarok V6 possui freios redimensionados para conter o desempenho do motor mais potente. A Volkswagen adotou discos duplos ventilados nas quatro rodas (332 mm de diâmetro nas dianteiras e 300 mm nas traseiras). As outras versões da Amarok e as rivais do segmento contam com freios a tambor nas rodas traseiras. O conjunto mostrou ser suficiente para segurar as mais de duas toneladas da picape, sem apresentar fadiga ou superaquecimento mesmo depois de sucessivas frenagens durante os exercícios de condução promovidos pela fabricante em uma pista fechada.

A Volkswagen não revela os números de mix de vendas, mas diz que a nova versão V6 vai aumentar a participação da Amarok no segmento, atraindo clientes que buscam maior desempenho.

Ficha técnica
 
CarroceriaEm aço, quatro portas, cinco lugares, montada sobre chassi de aço
MotorDianteiro, longitudinal, injeção direta, turbo, intercooler, duplo comando de válvulas de admissão e escape no cabeçote acionado por correntes, a diesel
Número de cilindros6 em V a 90º
Número de válvulas24 (quatro por cilindro)
Taxa de compressão17:1
Cilindrada2.967 cm³
Potência 225 cv a 4.000 rpm (245 cv com overboost)
Torque56,1 kgfm entre 1.500 e 2.500 rpm (até 60,1 kgfm com overboost)
TransmissãoAutomática de oito marchas
TraçãoIntegral permanente
DireçãoHidráulica
Suspensão dianteiraIndependente, braços sobrepostos (duplo A)
Suspensão traseiraEixo rígido com feixe de molas
Pneus e rodas255/60 R18
Freios dianteirosDiscos ventilados com ABS e EBD
Freios traseirosDiscos ventilados com ABS e EBD
Tanque de combustível 80 litros
Volume da caçamba1.280 litros
Altura1,83 m
Comprimento5,25 m
Largura1,94 m (sem espelhos)
Entre-eixos 3,09 m
Peso em ordem de marcha2.185 kg
Carga útil1.105 kg
Capacidade de reboque (com/sem freios)2.710/750 kg
Ângulo de entrada30º
Ângulo de saída22º
Altura livre do solo240 mm
Diâmetro de giro12,9 m
Aceleração 0 a 100 km/h8 segundos
Velocidade máxima190 km/h

Teste-drive a convite da Volkswagen
Imagens: Divulgação