Audi SQ5 une praticidade de SUV a direção semi-autônoma e comportamento de esportivo

A segunda geração do Audi Q5, lançada no Brasil em agosto do ano passado com o motor de quatro cilindros 2.0 turbo a gasolina de 252 cv de potência, já entrega um desempenho mais do que satisfatório para um SUV médio ao atingir os 100 km/h em menos de 7 segundos. Para atender um grupo de clientes ainda mais seleto, a marca alemã vende desde janeiro a versão esportiva SQ5 pelo preço inicial de R$ 397.990.

No SQ5, o motor 2.0 TFSI e o câmbio S tronic de sete marchas e dupla embreagem dão lugar a um V6 de 3.0 litros turbo, que gera 354 cv de potência e 50,9 kgfm de torque, conectado à caixa automática Tiptronic com conversor de torque de oito velocidades. No SQ5, a tração integral quattro é permanente, enquanto no Q5 o sistema divide a força do motor entre os eixos de acordo com a condição.

Visualmente, o SQ5 se distingue das versões “civis” por alguns detalhes, como os emblemas da linha S, o para-choque com linhas mais agressivas, a grade frontal com lâminas duplas de alumínio e as rodas de 20 polegadas exclusivas do modelo. No interior, os bancos esportivos revestidos de couro e camurça sintética e o acabamento em alumínio escovado e aço inoxidável mostram que não se trata de um Audi qualquer.

Para suportar os 102 cv e o peso extras do V6 turbo, o SQ5 recebeu suspensões e direção elétrica recalibradas. Os freios também foram otimizados para dar conta de parar o SUV de quase duas toneladas, capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 5,4 segundos e de atingir os 250 km/h de velocidade máxima (limitada eletronicamente).

Em movimento, o SQ5 é dócil e confortável por conta do rodar macio e do isolamento acústico impecável. O acabamento primoroso e o sistema de som Bang & Olufsen tornam a cabine mais aconchegante que muita sala de estar. O espaço, no entanto, é indicado para quatro pessoas, uma vez que o túnel central por onde passa o diferencial da tração integral limita bastante a área para as pernas do terceiro ocupante do banco traseiro.

Diferentemente do Q5 “básico”, a versão esportiva é equipada de série com as assistências de permanência em faixa e de tráfego. Sim, o SQ5 pode assumir a direção em congestionamentos a velocidades de até 65 km/h, freando sozinho se necessário. Considerado um veículo autônomo de nível 2, o SUV depende do motorista quando os seus sistemas de câmeras e radares não conseguem ler as faixas de sinalização das vias.

Na estrada fica mais fácil sentir a diferença do SQ5 para as versões menos potentes. O motor V6 turbinado responde muito bem em qualquer condição, pois os 51 kgfm de torque estão disponíveis ao menor toque no acelerador desde as 1.370 rpm. A 120 km/h, o motor “ronrona” a menos 2.000 rpm. Mas o SUVão se transforma ao selecionar o modo Dynamic, que estica as trocas de marchas, fazendo o ronco encorpado do V6 invadir a cabine. Durante o teste-drive, foi necessário ficar atento para não exceder os limites de velocidade por conta da enorme disposição do SQ5 nas retomadas.

Vale destacar também a rapidez e suavidade das trocas do câmbio automático de oito marchas e ao comportamento da suspensão. É insignificante a rolagem da carroceria mesmo nas mudanças bruscas de trajetória.

Mas quem quiser viajar com maior tranquilidade pode acionar o controle de cruzeiro adaptativo que, em conjunto com as outras assistências de condução, vai ajustar a distância pré-selecionada do veículo da frente e conduzir o SQ5 de maneira semi-autônoma.

O SUV esportivo atende um pequeno grupo de clientes que procuram um carro que une o conforto e praticidade de um SUV à tecnologia e desempenho de esportivo. O pacote de série do SQ5 traz, além das assistência de condução e do sistema de som Bang &Olufsen, o painel totalmente digital, o porta-malas com abertura elétrica por gestos, assistente de estacionamento automático, sensor de ponto cego, ar-condicionado de três zonas, porta-copos climatizado e faróis full-LED. O assistente de tráfego reverso traseiro com câmera de 360º e o exit warning (impede a abertura das portas ao detectar a aproximação de um veículo) são vendidos em um pacote de R$ 12 mil.

Ficha técnica
 
CarroceriaMonobloco em aço, cinco portas, cinco lugares
MotorDianteiro, longitudinal, injeção direta, turbocompressor, intercooler, duplo comando de válvulas variável na admissão e escape, a gasolina
Número de cilindros6 em V
Número de válvulas24
Taxa de compressão10,3:1
Cilindrada2.995 cm³
Potência 354 cv entre 5.400 e 6.400 rpm
Torque50,9 kgfm entre 1.370 e 4.500 rpm
TransmissãoAutomática de oito marchas
TraçãoIntegral
DireçãoElétrica
Suspensão dianteiraIndependente braços sobrepostos
Suspensão traseiraIndependente multibraços
Pneus e rodas255/45 R20, liga leve de 20"
Freios dianteirosDiscos ventilados com ABS e EBD
Freios traseirosDiscos ventilados com ABS e EBD
Tanque de combustível 70 litros
Volume do porta-malas 550 litros
Altura1,63 m
Comprimento4,67 m
Largura1,89 m
Entre-eixos 2,82 m
Peso em ordem de marcha1.945 kg
0 a 100 km/h5,4 segundos
Velocidade máxima250 km/h

Fotos: Divulgação

Guilherme Silva: Editor-assistente. Gosta de carros e acompanha o universo automotivo desde que se conhece por gente. É fã de modelos compactos e práticos, mas não se importa quando precisa avaliar um utilitário no fora-de-estrada ou acelerar um superesportivo num autódromo.