Após o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) revelar a reestilização dos Renault Sandero e Logan e a nova geração do Nissan March, foi a vez da Ford ver os registros da nova geração do Fiesta se tornarem públicos. Isso não quer dizer exatamente que o modelo chegará ao Brasil, mas esse tipo de registro é uma das principais etapas no processo de nacionalização.

Durante o lançamento do Fiesta 2018, em novembro passado, a reportagem do Carsale questionou a Ford se a reestilização do compacto não seria uma estratégia para preparar o terreno para a nova geração, mas a empresa negou tal situação.

A justificativa da Ford para reestilizar o Fiesta atual foi o custo maior da nova geração, construída a partir de uma nova plataforma, maior e mais moderna. Além disso, o novo modelo é mais refinado e melhor acabado que o atual. As imagens de desenhos industriais, divulgadas pelo site da revista Quatro Rodas, mostram que a marca também registrou a versão de duas portas, indisponível no modelo atual feito e vendido no Brasil.

Na Europa, o Fiesta se aproximou do médio Focus em termos de porte, espaço interno e tecnologias. Com esse refinamento, o compacto deixa o posto de carro de entrada da marca na Europa para o recém-lançado novo Ka, chamado por lá de Ka+.

Na parte visual, o Fiesta mostra linhas mais discretas, porém, mantendo algumas características da geração anterior, como os faróis estreitos e a grade frontal avantajada. A maior mudança está na traseira, que ganhou lanternas horizontais.

As motorizações para o mercado europeu são a EcoBoost 1.0 de três cilindros com turbo e injeção direta de combustível (com potências entre 100 cv e 140 cv) e a 1.1 aspirada de quatro cilindros (70 cv e 85 cv), ambas a gasolina. Há ainda a EcoBlue 1.5 a diesel (85 cv e 120 cv). A versão esportiva ST é equipada com um 1.5 turbo de quatro cilindros de 200 cv.

Imagens: INPI e Divulgação