Renault tira o Fluence de linha e confirma SUV inédito para o Brasil

A Renault confirmou nesta quarta-feira (8) que o sedã médio Fluence deixará de ser vendido no Brasil e não terá um substituto. A informação foi anunciada durante o evento em São Paulo que apresenta os planos da marca para a América Latina nos próximos cinco anos. A empresa não definiu uma data para o fim das vendas do Fluence, mas disse que o modelo continuará sendo oferecido enquanto houver unidades nos estoques das concessionárias.

“O segmento de sedãs médios está caindo. E o que o sustenta está muito ligado ao produto, no caso, o Toyota Corolla e o Honda Civic”, explicou Luiz Pedrucci, presidente da Renault do Brasil.

Apesar da representatividade no segmento de sedãs médios, o Fluence nunca chegou a ameaçar os líderes Toyota Corolla, Honda Civic e Chevrolet Cruze. Para efeito de comparação, enquanto o Corolla registra mais de 5.000 emplacamentos por mês, o Fluence soma apenas 890 unidades vendidas no acumulado do ano.

Fabricado na Argentina, o Fluence é oferecido no Brasil nas versões Dynamique Plus (R$ 99.530) e Privilège (R$ 108.300), ambas equipadas com motor 2.0 flex de 143 cv e câmbio automático CVT.Além disso, a Renault adiou novamente a chegada do SUV Koleos. No entanto, confirmou que até 2022 venderá um utilitário esportivo médio para ocupar a lacuna entre o Captur e o próprio Koleos. O modelo mais cotado é o Kadjar, vendido na Europa.

Por fim, entre as metas, a Renault informou que espera alcançar 10% de participação no mercado nacional e triplicar o lucro operacional. O foco da marca será no segmento de comerciais leves com a chegada da picape média Alaskan durante o Salão de São Paulo, no segundo semestre de 2018.

Imagens: Divulgação

Renan Rodrigues: Jornalista e palmeirense, Renan Rodrigues de Oliveira, em alusão ao colega de profissão Nelson, prefere usar o primeiro sobrenome. Versátil, Renan fotografa, filma, ilustra, edita vídeo e áudio e se arrisca nas redes sociais. Acompanha em cima os lançamentos do mundo automotivo, prefere os compactos com vocação esportiva, mas pilota até carrinho de mão, se necessário.