Citroën lança furgão Jumpy no Brasil para repetir sucesso da Volkswagen Kombi

A Citroën iniciou uma ofensiva de produtos comerciais. O primeiro deles é o furgão compacto Jumpy, que estreia no Brasil nas versões Furgão (R$ 79.990) e Furgão Pack (R$ R$ 87.990). A marca francesa ainda promete lançar por aqui até 2018 os novos Berlingo e Jumper.

O Jumpy é sempre equipado com o motor de quatro cilindros 1.6 turbodiesel Blue HDi, que entrega potência máxima de 115 cv a 3.500 rpm e torque máximo de 30 kgfm a 1.750 rpm. Segundo a Citroën, o Jumpy tem a maior autonomia da categoria, chegando a 820 quilômetros em ciclo misto. O câmbio é manual de seis marchas e a tração é dianteira.

O novo furgão é montado sobre a nova plataforma modular do SUV 3008. A capacidade de carga útil é de 1.500 kg, atingindo o peso bruto total de 3.219 kg. O amplo compartimento de carga tem 6,1 m³, podendo chegar a até 6,6 m³ quando equipado com o Moduwork, recurso que permite acomodar objetos de até 4 metros de comprimento sob o banco do passageiro. O Jumpy mede 5,30 metros de comprimento, 2,20 m de largura e 3,27 m de distância entre-eixos. A altura de 1,93 m permite a entrada na maioria das garagens subterrâneas, enquanto a porta lateral deslizante facilita o acesso ao compartimento de carga e o carregamento por empilhadeiras. As possibilidades de transformações da carroceria atendem a segmentos de logística, food truck, serviços médicos (ambulância, remoções), acessibilidade, escolar, transporte de animais, etc.

Desde a versão de entrada, o Jumpy é equipado de série com direção eletrohidráulica, computador de bordo, rodas de aço de 16″ calçadas em pneus de medidas 215/65 R16 com estepe do mesmo tamanho, volante com regulagem de altura e profundidade, duplo airbag (com proteção para os três ocupantes), freios com ABS, controle de estabilidade, assistência de partida em rampas, limitador e regulador de velocidade, indicador de trocas de marcha, rádio FM/AM/MP3, vidros e travas elétricas, tomada 12V, separador de carga, banco do motorista com regulagem de altura e protetor de cárter. Limitador e regulador de velocidade, ar-condicionado, faróis de neblina e o Moduwork estão disponíveis apenas na configuração Furgão Pack. A Citroën também venderá acessórios exclusivos, como sirene externa para marcha à ré, central multimídia com câmera de ré e revestimento do compartimento de carga em madeira.

Até 2019, a Citroën espera lançar cinco modelos para o segmento comercial. Aliás, nessa data a marca francesa pretende alcançar 10% de participação nesse segmento. Para isso, a fabricante aposta no menor custo-propriedade do mercado. Segundo o grupo PSA Peugeot Citroën, o Jumpy custa ao seu dono R$ 0,91 por quilômetro rodado. Além disso, possui o menor plano de revisão entre os concorrentes e valores melhores para cesta de peças e reparabilidade em caso de acidente.

Durante a apresentação, a marca deixou claro que vê o Mercedes-Benz Vito como o potencial concorrente, mas, por conta do posicionamento de preços do modelo da marca alemã, as vendas não atingiram a meta esperada. A Citroën aposta que o segmento de comerciais leves pode se recuperar ao patamar de 2012, quando vendeu mais de 50 mil unidades. À época, o principal player era a Volkswagen Kombi, que os franceses querem fazer o Brasil esquecer com o Jumpy.

O Jumpy chega ao País com um currículo de respeito: são mais de 600 mil unidades comercializadas e inúmeros prêmios conquistados ao redor do mundo. Entre eles estão o importante What Van? Awards 2017, concedido na Inglaterra; o dinamarquês Arets Varebil 2017 e os franceses Trophées Argus 2017 e Trophées de l’Automobile & l’Entreprise 2017, além do Irish Van of the Year 2017.

Graças à plataforma compartilhada com carros de passeio, a dirigibilidade da van se assemelha bastante com a de um automóvel. Tivemos a oportunidade de testar uma unidade com cerca de 300 kg no compartimento de carga e notamos a que dirigibilidade agradável é favorecida pelas suspensões ajustadas pelas condições de rodagem brasileiras e pelo conjunto mecânico bem calibrado para a proposta do veículo. O motor turbodiesel dá conta do recado nas tarefas cotidianas, como enfrentar ladeiras mais íngremes, enquanto o câmbio de engates curtos tem boa precisão. O grande ponto negativo fica para a posição do freio de estacionamento, que obriga o motorista a se inclinar demasiadamente por ficar em uma posição muito baixa entre os bancos.

Imagens: Divulgação

Renan Rodrigues: Jornalista e palmeirense, Renan Rodrigues de Oliveira, em alusão ao colega de profissão Nelson, prefere usar o primeiro sobrenome. Versátil, Renan fotografa, filma, ilustra, edita vídeo e áudio e se arrisca nas redes sociais. Acompanha em cima os lançamentos do mundo automotivo, prefere os compactos com vocação esportiva, mas pilota até carrinho de mão, se necessário.