As fabricantes automotivas são unanimes quanto ao futuro da mobilidade: praticamente todas apostam em carros elétricos. No entanto, as marcas continuam na busca de processos que diminuam os custos de desenvolvimento e produção dos carros elétricos, uma vez que seus componentes (principalmente as baterias) custam caro, o que gera um forte impacto no preço final do veículo.

Um exemplo dessa situação está na mais recente declaração do CEO da Fiat Chrysler Automobiles, Sergio Marchionne sobre o prejuízo de U$S 20 mil (cerca de R$ 62 mil em uma conversão direta) para cada exemplar produzido do Fiat 500e, versão 100% elétrica do hatch retrô. A afirmação foi feita durante um discurso na universidade de Rovereto, na Itália. O executivo aproveitou a ocasião para lembrar que a General Motors divulgou no último ano que perde U$S 9 mil (R$ 28 mil) em cada unidade do Chevrolet Bolt EV fabricada.

Vale lembrar que em 2013 o prejuízo com o Fiat 500e era de US$ 10 mil (R$ 31 mil) e em 2014 chegava a U$S 14 mil (R$ 43 mil), de acordo com declarações anteriores do chefão da FCA. Atualmente, o Fiat 500e é oferecido por US$ $32,995 (R$ 102 mil uma conversão direta sem levar em consideração taxas e incentivos do governo norte-americano).

Marchionne também ressaltou que as fabricantes de veículos tradicionais precisam acelerar o processo de desenvolvimento de seus carros elétricos para conseguir competir com a Tesla. “Elon se move na velocidade de um foguete”, disse em referência a Elon Musk, CEO da Tesla.

Imagem: Divulgação