A JAC apresentou nesta terça-feira (1) a sua principal aposta para crescer no mercado brasileiro. Trata-se do T40. O modelo é tratado como SUV compacto pela marca chinesa, mas está mais próximo da proposta do Honda WR-V: um hatch musculoso e com suspensão elevada.

Neste primeiro momento, a JAC irá oferecer duas configurações de acabamento, ambas equipadas com o conhecido motor 1.5 de 127 cv e câmbio manual de cinco marchas – o mesmo conjunto do SUV T5. Em 2018, entre janeiro e fevereiro, o T40 ganhará o câmbio automático CVT (de variação contínua e relações infinitas).

A primeira configuração é chamada de Pack 2 e custa R$ 56.990. Por esse preço, o T40 oferece controles de tração e estabilidade, sensores de luz e estacionamento, luzes diurnas de LED, retrovisor interno antiofuscante, controle de velocidade de cruzeiro, ar condicionado, direção elétrica e rodas de 16 polegadas.

Já o Pack 3 é oferecida por R$ 58.990 e adiciona ao pacote, câmera frontal (posicionada no para-brisa), câmera de ré e central multimídia. Há um único opcional, a pintura em dois 2 tons, que sai por R$ 1.990.

O comprimento do T40 é de 4,14 metros, o entre-eixos de 2,49 m, a altura de 1,57 m e a largura, 1,75 m. O porta-malas fica acomoda até 450 litros.

Primeiras impressões

Por fora, o novo JAC da a impressão de ser maior do que realmente é. As linhas mais fluídas e a frente quase na horizontal contribuem para transmitir uma sensação maior de robustez.

Ao entrar no T40 a qualidade do acabamento surpreende, principalmente por conta do couro aplicado no painel. Além de contar com revestimentos plásticos de melhor qualidade em relação aos outros chineses, o T40 apresenta montagem em nível ainda não visto nos chineses.

A pegada no volante, também revestido em couro, é boa. Já os bancos dianteiros são confortáveis, apesar de estreitos na parte dos ombros. No banco traseiro não falta espaço para dois ocupantes – o terceiro passageiro certamente iria apertado, mesmo que o assoalho seja quase plano. No porta-malas há mais espaço que em muitos SUVs.

O motor é mesmo do T5 e os cerca de 100 kg a menos ajudam um pouco no desempenho. No entanto, aparentemente, falta um acerto melhor para que o T40 responda em baixas rotações. As saídas e retomadas são mais lentas que o ideal. Na estrada, para se manter nos 120 km/h com quatro adultos dentro é preciso trabalhar bem as trocas de marchas. Vale destacar que o câmbio possui engates precisos, o que contribui para a agilidade nas trocas. O motor é um tanto quanto áspero, mas o bom isolamento acústico ajuda a diminuir os efeitos para os passageiros.

O principal destaque vai para o trabalho de suspensão, que transmite segurança em velocidades mais altas e ainda assim filtra bem as imperfeições do asfalto brasileiro. Aliás, até mesmo em estradas de terra batida, o T40 garante o conforto dos ocupantes.

Principal aposta da JAC, o T40 tem tudo para se dar bem no mercado brasileiro, especialmente em 2018, quando chegar a versão com o câmbio automático CVT.

Fotos: Divulgação