No dia 21 de julho de 1987, há exatos 30 anos, Enzo Ferrari apresentava a autoridades, convidados VIP e jornalistas em Maranello, na Itália, a Ferrari F40, um dos superesportivos mais admirados e desejados da história. Durante a apresentação do bólido, Enzo (na época com 89 anos de idade) deu a seguinte declaração: “Há pouco mais de um ano, expressei aos meus engenheiros o desejo de produzir o melhor carro do mundo. E este carro está aqui”. Enzo Ferrari faleceu em agosto de 1988.

A “macchina” foi desenvolvida para comemorar os 40 anos da Ferrari e para substituir o modelo 288 GTO – e também para dar uma resposta ao Lamborghini Countach e ao Porsche 959, outros superesportivos da época. Embora não fosse nenhum primor em tecnologia, a F40 ficou famosa pela semelhança com um carro de corrida. Até hoje o bólido é reconhecido pelo seu desempenho brutal e pela dirigibilidade extremamente arisca. Sem contar o desenho arrebatador criado pelo estúdio italiano Pininfarina.Sob o capô, a F40 leva um motor central-traseiro de 2.9 litros V8 biturbo, que entrega 484 cv de potência a 7.000 rpm e 58,8 kgfm de torque a 4.000 rpm. A cavalaria é transmitida às rodas traseiras por meio do câmbio manual de cinco marchas. Nos testes da época do lançamento, a F40 acelerou até os 100 km/h em 3.8 segundos e chegou aos 320 km/h de velocidade máxima. Números bastante expressivos para um carro projetado há três décadas.

Cerca de 1.315 unidades da F40 foram produzidas entre 1987 e 1992. Na época do lançamento, o modelo custava US$ 400 mil (cerca de R$ 1,2 milhão na conversão atual). Atualmente, o superesportivo é vendido no mercado europeu por preços que variam de R$ 2,2 milhões a R$ 4,5 milhões, dependendo do ano de fabricação, quilometragem e estado de conservação.

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