Design à primeira vista. Essa foi a frase utilizada pela Renault para apresentar o novo Captur. E, de fato, este é o primeiro ponto que chama a atenção no novo SUV da marca francesa. O desenho do veículo é harmônico e, assim como o rival Jeep Renegade, destoa dos principais rivais.

Conforme o Carsale informou na matéria de apresentação do Captur, o SUV estreia duas versões cujos preços começam em R$ 78.900 (Zen 1.6 manual) e R$ 88.490 (Intense 2.0 automático). A variante 1.6 com transmissão automática CVT será lançada somente em maio, quando o preço será divulgado.

Aliás, seu visual, elegante compostos de linhas arredondadas, passa a impressão de se tratar de um veículo de porte e categoria superiores. Porém, essa impressão não se confirma ao conhecer o interior do Captur. O SUV apresenta acabamento demasiadamente simples, composto de plásticos rígidos e alguns detalhes em black piano e cromado, que tentam passar a impressão de refinamento. No entanto, tudo é bem montado, sem rebarbas ou falhas nos encaixes.

O destaque do interior fica por conta do novo painel de instrumentos, com velocímetro e funções do computador de bordo digitais, garantindo boa visibilidade — ponto positivo em relação ao irmão Duster. Outro chamariz são os bancos revestidos em couro da versão Intense. São utilizadas duas densidades de couro, que tornam o assento bem confortável. Para finalizar a lista de acertos do Captur está o ótimo espaço interno.

E isso é mérito de uma adaptação da versão brasileira em relação ao modelo europeu. Enquanto o Captur vendido no velho mundo utiliza a plataforma do Clio, no Brasil a Renault apostou na plataforma do Duster, o que resulta em um ganho de 20 cm em relação ao europeu.

Assim, o Captur brasileiro se torna o maior SUV compacto à venda no Brasil com 4,329 metros e 2,673 metros de entre-eixo — também o maior da categoria. Aliás, a Renault também se vangloria de ter os melhores ângulos de entrada e saída do segmento, com 23 e 31 graus, respectivamente. Também é destaque a posição mais alta de dirigir da categoria: o quadril do motorista está a 708 mm de altura, garantindo, em conjunto com a boa área envidraçada, ótima visibilidade.

A Renault fez alto investimento para aprimorar a fabricação do Captur em relação ao Duster. E não falamos apenas da pintura bino da carroceria, que exige um processo específico e custa R$ 1.400 para o cliente. O Captur também utiliza aços de alta resistência em sua construção e um novo sub-chassi e suspensão na parte dianteira (com isso há uma nova estrutura de deformação, garantindo mais segurança).

Porém, nem só heranças boas o Captur recebeu do Duster. No modelo avaliado pelo Carsale, o conjunto mecânico é o mesmo do Duster, portanto, o motor é o conhecido 2.0 de até 148 cv e 20,9 kgfm de torque com etanol, números que soam bem aos ouvidos, mas que deixam de ser interessantes quando associados ao câmbio automático de quatro velocidades. A transmissão amarra o desempenho do motor e, em algumas ocasiões, faz o giro subir demasiadamente, interferindo no consumo e no conforto acústico.Mas a Renault fez questão de trabalhar para melhorar o conforto acústico do Captur e, no geral, os sons de rolamento e do vento são bem filtrados dentro da cabine, bem como os barulhos do motor.

Na estrada, o Captur se comporta um pouco melhor que o Duster, com carroceria mais firme, apresentando menos rolagem. Isso deve-se, de certa forma, às rodas de 17 polegadas e bom trabalho da suspensão. A direção, em velocidades mais altas, possui o peso ideal, mas se torna pesada demais em situações de manobras.

Em suma, o Captur se beneficia de uma completa lista de equipamentos, composta por controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, sistema de fixação de cadeirinhas infantis ISOFIX, luzes diurnas de LED, sensores de chuva e crepuscular, farol de neblina com função Cornering Light (ilumina o lado para o qual o volante está sendo direcionado) e central multimídia com tela sensível ao toque. Tudo isso por um preço consideravelmente inferior aos principais concorrentes.

Fique ligado: em breve o Carsale trará os resultados dos testes de consumo e desempenho feitos na pista pela equipe de engenheiros do Instituto Mauá de Tecnologia,

Fotos: Divulgação