O presidente eleito dos Estados Unidos, o republicano Donald Trump, que assumiu a Casa Branca na última semana, tem nesta nesta terça-feira (24) um encontro marcado com os líderes de três grandes fabricantes automotivas: General Motors, Ford e Fiat Chrysler Automobiles (FCA). Estarão presentes na reunião Mary Barra, CEO da GM, Mark Fields, CEO da Ford e Sergio Marchionne, CEO da FCA.

A reunião tem como objetivo discutir formas de trazer empregos de volta à indústria norte-americana, de acordo com o Secretário de Imprensa da Casa Branca, Sean Spicer. Polêmico também nas redes sociais, Trump divulgou por meio do Twitter uma mensagem (veja abaixo) que enfatiza o encontro com os representantes da indústria automotiva para tratar de empregos e produção local de veículos. “Eu quero que novas fábricas sejam construídas aqui para fabricar os carros vendidos aqui”, publicou.

Mesmo antes de assumir o cargo de presidente, Trump já vinha criticando e ameaçando algumas das maiores fabricantes de veículos do mundo por transferirem parte das operações para o México, o que deixa de gerar empregos nos EUA.
Uma das primeiras ações do 45º presidente dos EUA foi assinar uma ordem executiva para retirar os Estados Unidos do acordo de livre comércio com 12 países do Oceano Pacífico, o Trans Pacific Partnership (TPP, na sigla em inglês). Os países signatários do TPP são: Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Singapura, Estados Unidos e Vietnã

A outra medida que promete agitar o mercado é a renegociação do acordo de livre comércio da América do Norte (NAFTA). O líder da maior economia mundial ameaça, caso um acordo não seja fechado com o México e o Canadá, deixar a parceria.

Especialistas de todo o mundo ressaltam que a saída do NAFTA daria origem a uma situação de caos para a indústria automobilística, o que levaria ao aumento dos preços de veículos e também poderia levar a perdas financeiras.

Fotos: Metro uk / Divulgação