A cidade de Scottsdale, no estado norte-americano do Arizona, é conhecida por abrir a temporada de grandes leilões nos Estados Unidos. Portanto, se você é ou quer ser um colecionador de carros, precisa ao menos acompanhar esse pregão. Prova disso é que este ano foram arrecadados um total de US$ 220 milhões (R$ 696, 8 milhões em conversão simples), o segundo maior montante da história, atrás apenas de 2016, com US$ 292,8 milhões (R$ 927,4 milhões).

A famosa casa de leilões britânica Bonhams obteve a maior venda individual — e não se trata de uma Ferrari ou Bugatti. Trata-se de um Jaguar E-Type Coupe de 1963, especialmente construído para competições e arrematado por US$ 7,37 milhões (R$ 23,3 milhões na mesma conversão).

Essa foi a primeira vez quem um exemplar desse raro modelo britânico foi colocado em um leilão — originalmente foram construídas apenas doze unidades. Por esse motivo, recentemente a Jaguar decidiu construir mais seis unidades do E-Type e cobrar US$ 1,5 milhão (R$ 4,7 milhões) por cada uma delas.

A Bohams, sozinha, arrecadou US$ 36 milhões (R$ 114 milhões), incluindo um Porsche 904 GTS 1964 de US$ 2,3 milhões (R$ 7,2 milhões), um Mercedes-Benz Type S 1928 de US$ 4,8 milhões) e uma Ferrari 340 América 1952 de US$ 6,4 milhões (R$ 20,2 milhões).

Já a casa de leilões RM Sotheby’s fez sua maior venda com um Mercedes-Benz 540 K Special Roadster de 1939 por US$ 6,6 milhões (R$ 20,9 milhões). Várias Ferraris também foram leiloadas pela empresa, incluindo uma GTS 365 de 1969 que triplicou o recorde anterior do modelo e arrecadou US$ 3,6 milhões (R$ 11,4 milhões). Ainda foram vendidas uma F50 preta por US$ 3,1 milhões (R$ 9,8 milhões), uma Superamericana Aerodinâmico por US$ 3 milhões (R$ 9,5 milhões) e uma Enzo Tommy Hilfiger por US$ 2,7 milhões (R$ 8,5 milhões). No total, a casa movimentou US$ 53,8 milhões (R$ 170,4 milhões).

Já a Gooding & Company também foi bem em Scottsdale, batendo o martelo em um montante total de US$ 33 milhões (R$ 104 milhões). Seu modelo mais caro foi um Bugatti Type 35 Grand Prix Racer de 1925, vendido por US$ 3,3 milhões (R$ 10,4 milhões). Em seguida uma Ferrari 500 Superfast de 1965 por US$ 2,9 milhões (R$ 9,1 milhões).

Obviamente, a maior casa foi a famosa Barret-Jackson com o montante de quase US$ 100 milhões (R$ 316 milhões) em 1.678 lotes. No entanto, apenas duas unidades bateram a casa do milhão de dólares: um Aston Martin DB5 de 1964, vendido por US$ 1,5 milhão (R$ 4,75 milhões) e um protótipo de estudo da Chevrolet, registrado em 1960 e vendido por US$ 1,3 milhão (R$ 4 milhões). O Bugatti Veyron Grand Sport que pertenceu ao lutador Floy Mayweather também seria leiloado, mas não atingiu o preço de reserva.

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