A cidade de Detroit, berço da indústria automotiva dos Estados Unidos, se transformará no centro das atenções a partir de amanhã (9), quando o tradicional Naias (como o Salão de Detroit é chamado) abrirá as portas para a imprensa. Sede da Chevrolet, a famosa “Motor City” também foi escolhida pela marca norte-americana como palco para a apresentação do novo Chevrolet Tracker (ou Trax, como é batizado neste mercado) aos jornalistas brasileiros.

Disponível no site da Chevrolet do Brasil, o Tracker estreia nas seguintes versões: LT (R$ 79.990), LTZ (R$ 89.990) e LTZ com seis airbags (R$ 92.990). Fabricado no México, o SUV reestilizado passa a contar com o elogiado conjunto mecânico do novo Cruze, composto pelo motor 1.4 turbo (150 cv de potência e 24 kgfm de torque com gasolina e 153 cv e 24,5 kgfm com etanol) e câmbio automático de seis velocidades

Lançado no Brasil em 2013, o utilitário compacto chega à linha 2017 ostentando uma evolução significativa, que vai além do visual. As novidades ficam por conta do sistema stop-start (que desliga e religa o motor em paradas breves) com partida por botão, tecnologia OnStar, multimídia MyLink II com Android Auto e Apple CarPlay. Também são destaques os recursos tecnológicos voltados à segurança, como alerta de ponto cego e câmera de ré com alerta de movimentação traseira.

Embora o Tracker garanta certa vantagem em termos de custo-benefício, além de contar com motorização mais potente e eficiente comparado com os líderes do segmento, Jeep Renegade e Honda HR-V, o SUV da GM peca por não oferecer controles eletrônicos de estabilidade e tração em nenhuma de suas configurações, enquanto os dois itens estão presentes nos concorrentes citados.

Confira abaixo os principais itens de série de cada uma das versões do Tracker 2017:

  • Tracker 1.4 AT6 LT: R$ 79.990 – É equipado com airbag duplo; cinto de segurança de três pontos em todos os assentos; sistema isofix para fixação de cadeirinhas infantis; luz de condução diurna, de milha e de neblina; freios ABS com EBD; rack de teto; rodas de alumínio aro 16; ar-condicionado; volante multifuncional com assistência elétrica progressiva; coluna de direção com ajuste de altura e profundidade; computador de bordo; piloto automático; retrovisores elétricos; travas e vidros elétricos com controle remoto pela chave; sistema Stop/Start; banco do motorista com ajuste de altura; multimídia MyLink com Android Auto e Apple CarPlay; OnStar com pacote Exclusive (Concierge, Segurança, Emergência, App, Diagnóstico, Navegação).
  • Tracker 1.4 AT6 LTZ: R$ 89.990 – Traz os itens da versão LT e adiciona retrovisores laterais com aquecimento e alerta de ponto cego; câmera de ré com alerta de movimentação traseira; sensor de estacionamento; faróis e lanternas com LED; acabamento externo cromado do friso das janelas, maçanetas das portas e da tampa do porta-malas; teto solar elétrico; rodas de alumínio de 18 polegadas; chave eletrônica com sensor de presença (keyless); computador de bordo com opção de mostrador digital da velocidade; descansa-braço para o motorista e passageiros traseiros; bancos e volante com revestimento premium; banco do motorista com ajuste elétrico lombar; banco do carona rebatível e com porta-objeto na parte de baixo. O único item oferecido como opcional é o conjunto de airbags laterais e de cortina, que elevam o preço do SUV para R$ 92.990.

Produto global da GM e oferecido em mais de 100 países, o Chevrolet Tracker é praticamente o mesmo carro em todo o mundo. Isso porque há algumas adaptações feitas para atender às particularidades de cada mercado. É o caso do motor 1.4 turbo que no Brasil conta com a tecnologia flex e o sistema de tração que é apenas dianteira, sendo que nos Estados Unidos, por exemplo, o propulsor é alimentado apenas com gasolina e o carro tem tração integral.

O test-drive a bordo do Trax (ou Tracker, caso você prefira chamá-lo assim) aconteceu em meio a um cenário branco, todo coberto pela neve na cidade de Detroit e regiões vizinhas, sob temperatura de -12ºC (com sensação térmica de -19ºC). Ao longo do trajeto predominantemente urbano e composto por terrenos completamente planos, o SUV registrou consumo médio de 10,2 km/l.

No Brasil, no entanto, a GM informa que com o motor flex as médias com gasolina são de 11,7 km/l na estrada e de 10,6 km/l na cidade, enquanto que com etanol são de 8,2 km/l e 7,3 km/l, respectivamente. Em relação ao Tracker lançado em 2013, a marca informa que a eficiência melhorou até 15%.

A calibragem da suspensão do modelo testado em solo norte-americano surpreende pelo equilíbrio entre conforto e estabilidade. Já a versão importada ao Brasil seguirá o mesmo conceito, porém com alterações nos amortecedores, molas e balanço para deixá-la mais adequada às condições de rodagem do País.

Mas é o propulsor 1.4 turbo o grande destaque do SUV compacto. Os 153 cv de potência máxima do conjunto turbinado aliado a entrega de 90% dos 24,5 kgfm de torque em baixa rotação garantem agilidade ao jipinho. De acordo com a Chevrolet, o Tracker é capaz de acelerar até os 100 km/h em 9,4 segundos (são 2 s a menos que o anterior) e atingir velocidade máxima de 198 km/h.

Confira abaixo como era o Chevrolet Tracker anterior e como está o visual do modelo reestilizado. Vale destacar que o capô, faróis, grade, para-choque e os para-lamas posteriores foram redesenhados, enquanto na parte de traz há novas lanternas, com opção de iluminação com LED, novo para-choque.

Com ais de 400 mil unidades comercializadas em aproximadamente 70 países nos últimos três anos, a expectativa da GM do Brasil é vender cerca de 1.400 unidades do Tracker por mês no País. São números modestos quando comparados com os dos líderes de vendas no segmento de SUVs compactos Honda HR-V e Jeep Renegade, que em 2016 emplacaram uma média de 4.646 e 4.281 unidades/mês. Por outro lado, é uma avanço para o Tracker, que no último ano somou apenas 8.558 vendas ao longo do ano.

Relembre a avaliação do lançamento do Tracker 2013 no vídeo abaixo:

Fotos: Larissa Florencio
Viagem a convite da General Motors do Brasil