A segunda metade dos anos 1970 foi péssima para os muscle cars. A crise do petróleo, as novas regras de emissões e o alto valor do seguro fizeram a maioria dos carros do segmento desaparecerem, e os que continuaram sendo oferecidos tiveram que buscar formas de atrair os consumidores. Esse é o caso do Pontiac Firebird, tema da coluna desta semana.


A segunda geração do modelo estreou em 1970 com a carroceria F-Body da GM (que também era utilizada no Camaro), que permaneceu até 1982. Nesse período, evoluções do Firebirds contemplaram mudanças no design, com destaque para os facelifts de 1978 a 1980, que viraram sucesso nos cinemas na série chamada Smoke and the Bandit (no Brasil, Agarre-me se Puderes).

Em 1978, o Firebird trazia como novidades quatro faróis na dianteira com uma grade em forma de “V” no centro e outra opção interessante era o teto targa dividido no centro. A versão Trans Am era a mais desejada, pois tinha um visual bem esportivo com uma grande fênix dourada pintada no capô, sendo que a cor preta era uma das preferidas. A mecânica era composta por um motor V8 de 400 polegadas cubicas que gerava 180 cv de potência.

O visual com aparência agressiva agradou os produtores de Hollywood, que buscavam um carro norte-americano para participar de uma comédia com perseguição estrelada por Burt Reynolds. Na história, Bo Bandit (Reynolds) é contratado para levar uma carga de cerveja ilegal do Texas para a Georgia em 28 horas tendo em seu encalço o xerife Buford T. Justice. O resultado é um festival de perseguições com várias viaturas policiais destruídas. O sucesso do longa ajudou a alavancar as vendas do Trans Am, a ponto de fazer a GM produzir uma edição limitada com as características da versão do cinema.

Empolgados com a bilheteria do primeiro, os produtores desenvolveram uma continuação em 1980 e a GM fez questão de ceder os modelos, que traziam para aquele ano modificações na grade dianteira, no para-choque e no capô entre as partes visíveis. No entanto, a grande novidade mesmo estava no cofre do motor – um V8 301 com turbocompressor que gerava 210 cv de potência. O novo propulsor não fez sucesso por problemas de detonação e demora no fornecimento de potência, no entanto, o muscle mais uma vez arrepiou nas telas de cinema tornando-se muito desejado pelos marmanjos, principalmente nos dias atuais.

As miniaturas

Atualmente esses modelos podem ser encontrados em duas marcas, a Hot Wheels e a Greenlight. A primeira reproduziu o carro de 1977, que participou do primeiro filme. O exemplar é muito detalhado com toda a dianteira pintada, com linhas douradas delimitando os vidros nas portas e o teto targa está presente. Na traseira, os faróis estão decalcados, a placa é igual a do filme com a identificação ‘BAN ONE’ e o capô apresenta o pássaro flamejante símbolo da versão Trans Am, cujo o nome está posicionado nos quatro lados da mini. Todos estes detalhes correspondem ao original deixando a miniatura muito bonita.

A Greenlight tem em seu portfólio exemplares de 1977 e 1980. Nas imagens a versão apresentada corresponde ao carro do segundo filme e traz as mesmas partes do Hot Wheels detalhados com a diferença do símbolo de Bo Bandit no espaço da placa e nas portas.

Essas duas miniaturas representam o segmento de Séries de TV e Filmes que tem crescido muito nos últimos anos no colecionismo com o lançamento de uma grande quantidade de modelos que fizeram sucesso ao longo dos últimos 35 anos.

Doalcey Rocha, 38 anos, é engenheiro agrônomo, professor e apaixonado por carros, miniaturas e fotografia. Também é proprietário do blogMiniaturas de Carros em Foco, voltado ao fantástico mundo das “minis”.