Uma manifestação em repúdio à eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos foi realizada nesta quinta-feira (10) no estande da Nissan, no Salão do Automóvel de São Paulo. Além do protesto contra Trump, os manifestantes querem chamar a atenção para as condições de trabalho dos funcionários da fábrica da Nissan no estado americano do Mississippi.

O protesto conta com a participação de empregados da fábrica da Nissan em Resende (RJ), membros do Sindicato Nacional dos Metalúrgicos, da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do sindicato americano UAW, que pedem a sindicalização da unidade fabril da marca japonesa nos Estados Unidos.

Vestindo camisetas pretas e portando cartazes com os dizeres “A Nissan joga sujo” e “Trump racista”, os manifestantes ouvidos pelo Carsaledizem que as condições de trabalho dos funcionários da fábrica da Nissan nos Estados Unidos são inadequadas pelo fato de a empresa proibir a participação de sindicatos. Segundo os participantes do protesto, a sindicalização permitiria a defesa de direitos e a fiscalização das condições desses empregados, que reclamam principalmente da carga horária excessiva (turnos de até 16 horas de trabalho) e da obrigação do uso de fraldas geriátricas para evitar pausas durante o processo produtivo.

Procurada pelo Carsale, a assessoria de imprensa da Nissan emitiu o seguinte comunicado oficial:

“Nas fábricas da Nissan de todo o mundo, a decisão de unir-se — ou não — a um sindicato cabe inteiramente ao funcionário.

A Nissan respeita as leis trabalhistas em todos os países em que opera e garantimos que nossos funcionários têm liberdade de expressar suas opiniões.

Os funcionários da Nissan Estados Unidos possuem empregos que estão entre os mais seguros e os que oferecem os maiores salários em manufatura nas regiões em que operam.

Nós apoiamos o direito de cada funcionário escolher quem os representa, e os funcionários da Nissan Estados Unidos votaram repetidamente contra representação sindical”.