A Audi trouxe ao Brasil a nova geração da perua A4 Avant. O modelo é oferecido em versão única Ambiente. A station wagon também estará presente no estande da marca no Salão do Automóvel de São Paulo, que acontece entre 10 e 20 de novembro.

Em termos de aparência, a perua é praticamente idêntica ao sedã A4, ao menos na dianteira. No entanto, o A4 Avant garante o charme necessário para convencer o futuro proprietário a assinar o cheque de R$ 187.990 — são quase R$ 30 mil a mais que o sedã.

A perua é bem equipada, sendo que entre os itens de série estão o Audi Drive Select, que permite modificar parâmetros na condução, o painel de instrumentos completamente digital e personalizável com tela de 12 polegadas, ar-condicionado automático, start-stop rodas de liga-leve de 18 polegadas, retrovisores rebatíveis, sensor de estacionamento traseiro, central multimídia compatível com os sistemas Android Auto e Apple CarPlay, sensores de chuva e crepuscular, ajuste elétrico do banco do motorista e bancos de couro.

Opcionalmente, a perua pode ganhar teto solar panorâmico (R$ 11 mil) e kit S Line (R$ 12,5 mil), além dos pacotes Assistance (R$ 12,6 mil) e Tech (R$ 10,2 mil). O primeiro reúne o Pre Sense Rear, que identifica possíveis colisões na saída de vagas, Side Assist, que monitora os pontos cegos e alerta se é possível abrir a porta para a saída de um passageiro e câmera de ré. O segundo adiciona o Head-up Display e som premium com 19 alto-falantes.

Porém, a perua mesmo um carro premium pode cometer vacilos. No caso do A4, mesmo custando até R$ 234.290 com todos os opcionais, o modelo não traz com ar-condicionado de duas zonas, por exemplo. Além disso, o sistema semi-autônomo de condução da marca alemã, foi homologado para o Brasil somente no começo deste mês e só estará disponível no final do ano.

O A4 Avant será oferecido no Brasil apenas com o motor 2.0 TFSI de 190 cv e 32 kgfm de torque, acoplado à transmissão S Tronic de sete velocidades, com dupla embreagem e padre shifts — a partir de agora, ela abandona de vez o câmbio CVT da geração passada.

Com essa configuração, a perua é capaz de chegar aos 100 km/h em 7,5 segundos, antes de atingir os 238 km/h de velocidade máxima. E neste motor está o trunfo da Audi. Apesar de não oferecer um desempenho exuberante, empurra com facilidade os 1.490 kg da perua — são 120 kg a menos que a geração anterior.

Porém, um dos trunfos está no consumo. Abastecido apenas com gasolina, o modelo é capaz de fazer 10,5 km/l na cidade e 13,5 km/l, garantindo nota A no Inmetro. Essas médias só são possíveis graças à tecnologia do motor. O bloco usa a combinação de dois ciclos de funcionamento, o Atkinson (que faz com que o curso de expansão da combustão seja maior do que o da compressão, aproveitando melhor a queima, comum em carros híbridos) e o Miller (onde as válvulas de admissão ficam abertas por mais tempo, evitando que o motor faça tanta força para comprimir a mistura, ou seja, a fase de expansão é mais prolongada que a fase de compressão).

Na prática, a A4 Avant se beneficia do ciclo Atkinson na cidade, entregando “apenas” 140 cv e 25 kgfm de torque, mas ao pisar mais firme no acelerador, o comando de válvulas age em meia volta do virabrequim, mudando para o ciclo Miller e revelando toda a potência do motor 2.0 TFSI. Em termos de dirigibilidade, a perua se mantém “na mão”, enquanto a suspensão faz um ótimo meio termo entre conforto e estabilidade.

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