A Volkswagen sofreu dois duros golpes de uma só vez. O primeiro deles foi famigerado Dieselgate, que resultou em uma multa de R$ 50 milhões no Brasil, e depois a brusca queda nas vendas, o recuo já é de 34% no mercado nacional.
Precisando recuperar as vendas e sem poder investir muito, uma vez que foram mais de R$ 1 bilhão investidos nos novos Gol, Voyage e Saveiro e na fábrica de motores em São Carlos, a marca adotou soluções caseiras.

A primeira delas foi equipar o Tiguan, ainda com o visual antigo, com o motor 1.4 TSI de 150 cv a 6.000 rpm, enquanto o torque de 25,5kgfm surge entre 1.500 e 3.500 rpm. O câmbio permanece o DSG de sete velocidades, mas com tração 4×2.

Com isso, o modelo custa a partir de R$ 125.990, portanto, uma tentativa da Volkswagen de se aproximar dos cada vez mais caros SUVs compactos, ao menos enquanto não concretiza sua antiga promessa de um utilitário esportivo de entrada. Se estivesse presente em tal segmento, suas vendas certamente teriam uma queda consideravelmente menor.

A lista de itens de série é mais modesta que a versão topo de linha, mas ainda é bem recheada com itens como start/stop, direção elétrica, rodas de liga leve de aro 17”, seis airbags, oito alto-falantes, piloto automático, ar-condicionado de duas zonas, volante multifuncional com acabamento de couro, sensor de estacionamento e central multimídia com tela de 6,5” com App-Connect.

Apesar dos 50 cv a menos, o Tiguan continua andando bem. Os 84 quilos a menos ajudam, mas o SUV se vale dos bons 25,5 kgfm de torque para se mover. As saídas e retomadas são feitas de maneira eficientes e as ultrapassagens podem são realizadas com segurança.

Segundo a Volkswagen, o Tiguan com o motor 1.4 TSI leva 9,2 segundos para chegar aos 100 km/h. O espaço, como já conhecido, é bom. O acabamento está mais simples nesta versão, mas continua bem montado. O que vale ressaltar é que o Tiguan já ganhou uma nova geração na Europa que, aparentemente, irá demorar a chegar ao Brasil.

Golf Variant agora bebe álcool

A principal mudança na linha 2017 da perua Golf Variant é a inserção da tecnologia flex. O motor permanece o mesmo, 1.4 TSI, no entanto com 10 cv a mais e com a opção de utilização do combustível vegetal. Porém, o modelo também passou por uma simplificação.

O elogiado câmbio DSG de sete velocidades dá lugar ao competente Tiptronic de seis velocidades. Apesar de bom, a transmissão escolhida ainda fica devendo em termos de agilidade quando comparada com o DSG, mas não chega a ser um incômodo. Outra mudança, essa mais imperceptível, foi a troca da suspensão independente na traseira por eixo de torção.

Agora não há mais a opção de câmbio manual e, desse jeito, a perua também ficou mais cara. Antes, a variante Comfortline partia de R$ 89.750, agora não custa menos de R$ 101.880. Porém, continua bem equipada, com itens como comando de voz e central multimídia com App-Connect, tecnologia que permite parear smartphones e tablets com os programas Apple CarPlay, Android Auto e Mirror Link.

Além de sistema Start/Stop, direção elétrica, ar-condicionado, vidros elétricos e retrovisores elétricos, central multimídia com tela sensível ao toque de 6,5 polegadas, rodas de liga leve de aro 16” estilo, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, sete airbags, controles de tração e controle de estabilidade, bloqueio eletrônico do diferencial, faróis de neblina e freios com Sistema de Frenagem Automática Pós-Colisão. O único opcional para a versão são rodas de aro 17” estilo Geneva.

A Variant Highline, topo de linha, custa R$ 113.290, agrega ar-condicionado digital de duas zonas, bancos de couro, lanternas de LED e volante multifuncional. Os opcionais são rodas de aro 17” diamantadas estilo Madrid e central multimídia com tela de 8 polegadas.