Um dos modelos mais emblemáticos da indústria automobilística brasileira, a Volkswagen Kombi completaria 59 anos de vida na última sexta-feira (2) se não tivesse sido descontinuada em dezembro de 2013. Embora tenha saído de linha há quase três anos, o utilitário ainda possui 387.432 unidades registradas no sistema do Departamento de Trânsito de São Paulo (Detran.SP).

Versátil, a Kombi conquistou muitos fãs por conta da sua capacidade de ser utilizada em atividades comerciais e de lazer. Nos últimos anos, o modelo tem sido bastante procurado para ser transformado em food trucks (veículos adaptados para a venda de refeições).

A Kombi foi idealizada na década de 1940 pelo holandês Ben Pon, que criou um veículo de carga aproveitando a mecânica do Fusca. O modelo começou a ser fabricado na Alemanha em 1950 e passou a ser produzido em São Bernardo do Campo (SP) sete anos mais tarde.

As primeiras Kombis eram equipadas com um motor boxer de 1.2 litro a gasolina, mas a “velha senhora” sofreu algumas modificações ao longo das suas quase seis décadas de vida. A mais notória delas foi em 2005, quando o motor refrigerado a ar foi substituído pelo 1.4 flex arrefecido a água para atender às novas normas de emissões.

Em dezembro de 2013, a Kombi chegou ao seu fim por não ser capaz de atender a lei federal que entrou em vigor em janeiro do ano seguinte, que obriga a instalação de airbags frontais e freios com ABS (antitravamento das rodas) em todos os veículos comercializados no país. O modelo chegou a ganhar a série especial de despedida Last Edition, limitada a 1.200 unidades, que não chegou a fazer o sucesso esperado por conta do alto preço sugerido na época (R$ 85 mil). A última Kombi produzida no Brasil está exposta no museu de veículos comerciais do Grupo Volkswagen, em Hannover, na Alemanha.

O dia 2 de setembro ficou definido como o Dia Nacional da Kombi por iniciativa do Sampa Kombi Clube em parceria com o Kombi Clube do Brasil.

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