A Infiniti apresentou o primeiro motor com taxa de compressão variável pronto para produção. A divisão de luxo da Nissan mostrará no Salão de Paris, a partir de 29 de setembro, o motor VC-T (Variable Compression-Turbocharged, compressão variável turbocomprimido) após quase vinte anos de desenvolvimento.

Iniciado em 1998, a marca viu outras empresas criarem soluções parecidas, como a Saab em 2000, mas que nunca chegou a ser produzido em série. A americana FEV demonstrou no ano passado uma forma de variar a taxa colocando um eixo excêntrico na conexão dos pistões com as bielas, variando sua altura quando necessário.

O sistema da Infiniti permite que a taxa de compressão varie entre 8:1, em condições de maior desempenho, e 14:1 para priorizar a economia de combustível. Assim, na primeira taxa, os motores turbo podem render mais, enquanto a segunda garante maior economia de combustível. Assim, o bloco 2.0 turbo rende 274 cv de potência e torque de 39,82 kgfm.

Sendo assim, no futuro, essa pode ser uma solução para os motores flex brasileiros, uma vez que a gasolina trabalha com taxas menores e o etanol é aproveitado melhor em taxas maiores.