Muitos pensam que o Ford Mustang foi o primeiro pony car de todos os tempos, mas duas semanas antes de sua apresentação, a Plymouth mostrava o Barracuda. A antecipação da estreia foi proposital para diminuir as atenções do público em relação ao carro da concorrente.

Apesar de menor e com opções de motores potentes, o Barracuda ainda utilizava um conceito conservador em suas linhas, o que acabou por deixá-lo em segundo plano — e assim continuaria até 1970 quando a Chrysler apresentou a segunda geração do Plymouth e um novo integrante para a família, o Dodge Challenger.


A nova geração era realmente atraente, mais encorpada e musculosa. A dianteira continuava com dois faróis, mas contava com a separação da grade no centro. Outro detalhe que diferenciava da geração anterior era o vidro traseiro com dimensões inferiores. As versões disponíveis contavam com opções de motores V6 e V8, com destaque para o AAR Cuda, um modelo de homologação criado pela marca para participar das provas da categoria Trans Am na época.

No ano seguinte, pequenas modificações foram realizadas, especificamente na dianteira que adotava quatro faróis e uma grade dividida em seis partes, enquanto as laterais recebiam entradas de ar (um adereço na verdade) e uma longa faixa pintada. As carrocerias disponíveis eram cupê e conversível.


Em relação à mecânica, as opções mais desejadas eram os V8 340, 383, 440. Já o sonho maior de consumo ficava com o 426 HEMI com 425 cv de potência despejados às rodas traseiras por meio de uma transmissão de quatro marchas manual. Com esses conjunto, o modelo era capaz de acelerar de 0 até 96 km/h em 5,8 segundos.

Considerado um dos mais rápidos do seu tempo, bom de curva e de preço competitivo o Barracuda registrou boas vendas ao longo dos anos em que permaneceu em produção. Infelizmente, como muitos do seu tempo acabou sucumbindo em 1974 em função da crise do petróleo dos anos 1970, às novas regras de emissões de poluentes dos Estados Unidos e os altos valores cobrados pelas seguradoras aos esportivos. Vale ressaltar, no entanto, que recentemente o grupo Fiat Chrysler Automobiles (FCA) anunciou que poderá resgatar o modelo em 2019 sob a logomarca da Dodge. Resta aguardar para para ver!

AS MINIATURAS

As marcas norte-americanas investem muito nos muscle cars e o Plymouth Barracuda é um bom exemplo de clássico que já passou por todas elas. Dois bons representantes são o 1971 Plymouth Cuda da M2 Machines (cupê), com capô e portas que abrem, motor em duas cores, painel com adesivos e presença de outras peças menores, que juntas somam cinquenta e duas unidades — a maior quantidade observada em uma miniatura na escala 1:64.

O conversível também é um 1971 Plymouth Cuda, mas da marca Greenlight, que possui como principais características o capô que abre, motor, faróis e lanternas pintados e as desejadas rodas com pneus de borracha. O exemplar em questão é uma reprodução de uma versão real leiloada pela Barret-Jackson com motor HEMI 383 de 6,2 litros que rendia 300 cv de potência. A miniatura em questão teve apenas onze unidades montadas, sendo que apenas sete delas foram comercializadas nos Estados Unidos em 1971.

Doalcey Rocha, 38 anos, é engenheiro agrônomo, professor e apaixonado por carros, miniaturas e fotografia. Também é proprietário do blogMiniaturas de Carros em Foco, voltado ao fantástico mundo das “minis”.

Fotos: Doalcey Rocha