A Ford lançou o Edge no Brasil em versão única, Titanium, e com preço sugerido de R$ 229.990 mil. Isso significa que o modelo aumentou quase R$ 100 mil em relação a geração anterior, invadindo a faixa de preço de modelos de luxo como o Range Rover Evoque e BMW X3.

E, para tentar convencer o consumidor a comprar um Edge e não um Evoque, a Ford se vale de duas coisas. A primeira delas é o espaço. O entre-eixos é de 2,85 m, garantindo bom espaço para os passageiros do banco traseiro. Segundo a marca, cabem três cadeirinhas na parte traseira do carro.

Além disso, o Edge tenta passar todo o conforto possível em termos de acústica e temperatura. Os bancos dianteiros contam com aquecimento e resfriamento, enquanto os passageiros do banco traseiro podem esquentar seus bancos em dois níveis, além de recliná-los em até quinze graus. De acordo com a Ford, os vidros agora filtram 5% mais os ruídos externos. O ar-condicionado digital possui duas zonas e uma saída para o banco traseiro.

EQUIPAMENTOS

O segundo ponto que a Ford se vale para tentar convencer alguém a comprar o crossover é sua extensa lista de itens de série. Além dos tradicionais ar-condicionado e trio elétrico, o Edge tem direção elétrica com assistente dinâmico de direção e ajuste da coluna por comandos elétricos, estacionamento automático para vagas paralelas e perpendiculares, câmera de ré, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, freio de estacionamento elétrico, farol alto automático, abertura do porta-malas por sensor, partida por botão e remota. Por fim, há ainda lanternas, repetidores de seta e luzes diurnas em LED.

Entre os itens de segurança, além dos airbags frontais obrigatórios por lei, há laterais, do tipo cortina e de proteção aos joelhos do motorista, além disso os cintos de segurança traseiros possuem airbags que são inflados em caso de colisão para proteger o tórax dos passageiros. Também estão disponíveis piloto automático adaptativo, câmera frontal com visão de 180 graus, abertura das portas por código, sistema de monitoramento da pressão dos pneus, sensor de chuva, assistente de permanência de faixas, alerta de colisão frontal e monitoramento de pontos cegos.

Os dois únicos itens opcionais oferecidos para o Edge disponíveis são teto solar panorâmico e DVD nos encostos traseiros. Quando equipado com esses dois opcionais o SUV da marca americana pode chegar a R$ 239.900.

IMPRESSÕES

 

A Ford faz questão de destacar a sua recheada lista de equipamentos de série, pois sabe que em termos de desempenho seu crossover não é o grande destaque do segmento. Na segunda geração, o Edge ganhou um motor 2.0 turbo de 245 cv, apenas nos Estados Unidos. Para o Brasil, o 3.5 V6 de 284 cv foi mantido em conjunto com o câmbio automático de seis velocidades. No entanto, apesar do bom trabalho da transmissão, o motor sofre para mover os mais de dois mil quilos do crossover.

O test-drive foi realizado na serra de Campos do Jordão, interior de São Paulo, o que salientou o esforço do Edge na hora de realizar retomadas e acelerações mais fortes. Além disso, o motor mostrou no trajeto urbano pouca eficiência de consumo, registrando média de 3,7 km/l. Após se livrar do trânsito da cidade, o crossover melhorou a média para pouco mais de 7 km/l.

Outro item retrabalhado no novo Edge foi a suspensão, que agora ficou mais firme, transmitindo mais estabilidade, no entanto, o conforto ficou comprometido. Até as menores imperfeições do asfalto brasileiro são sentidas dentro do carro.

Como estratégia para competir com as marcas rivais premium, a Ford tabelou os preços das primeiras quatro revisões do Edge em R$ 2.607, o que também inclui um ano de garantia estendida. Caso o cliente opte pela garantia estendida por dois anos, o valor do pacote sobe para R$ 3.220.

Fotos: Divulgação