Jaguar E-Type e Toyota 2000GT – Beleza sobre rodas

Os anos 1960 são apaixonantes em relação aos carros por vários motivos, pois é considerada a época de ouro dos muscle cars americanos, das disputas entre as principais montadoras nas pistas de corridas e, principalmente, pela beleza do design dos carros. O Jaguar E-Type e o Toyota 2000GT são dois exemplos de belos automóveis daquela época.

O E-Type nasceu em 1961 como substituto do D-Type, três vezes campeão da prova de Le Mans, mas com uma proposta para as ruas que ficava evidente em suas linhas arredondadas – que se assemelhavam a gotas de orvalho – observadas nos faróis, na grade ovalada, no desenho da lateral e na traseira caída. A carroceria seguia o visual clássico dos cupês da época com capô alongado e a traseira curta.

A mecânica era constituída, na primeira geração, de um motor seis cilindros em linha de 3.7 litros com cabeçote de alumínio, que gerava 265 cv de potência e torque de 35,9 kgfm, capaz de levar o carro de 1.220 quilos a uma velocidade final de 230 km/h, o que era considerado ótimo naqueles tempos. A transmissão manual de quatro velocidades e as suspensões independentes nas quatro complementavam um conjunto digno de elogios.

Como quase todo esportivo dos anos 1960, a cabine era limitada em espaço, mas trazia conforto, refinamento e um painel completo com vários instrumentos de medição do funcionamento do carro.

Ao todo foram três gerações lançadas identificadas por Série 1, 2 e 3 produzidas de 1961 a 1975 com mais de 71.071 unidades entregues, um sucesso garantido de vendas e até hoje considerado um dos mais belos veículos concebidos.

E o 2000GT? O cupê foi apresentado em 1967 como a primeira investida da Toyota no segmento de esportivos. A carroceria do modelo japonês trazia uma clara inspiração no Jaguar E-Type, com linhas sinuosas que foram muito elogiadas pela imprensa e o público na época.

A motorização era composta por um seis cilindros em linha de 2.0 litros – dai o nome 2000GT, a sigla era para Gran Turismo – com cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas, três carburadores duplos Solex que lhe garantiam 149 cv de potência. A suspensão independente era considerada ótima e o cambio possuía cinco velocidades (algo raro até então). O espaço interno era muito bom para dois ocupantes de baixa estatura e oferecia bom nível de conforto e painel de instrumentos bem completo.

Apesar de bonito, o cupê japonês não fez tanto sucesso. Apenas 351 unidades foram entregues de 1967 a 1970. Contra ele pesavam o espaço interno limitado, o preço elevado e a potência inferior à da concorrência.

As miniaturas

Uma das primeiras marcas a reproduzir o Jaguar E-Type na escala 1:64 foi a britânica Matchbox (imagem acima), lá nos anos 1960. Nos anos 2000, ela apresentou um molde atualizado, com desenho mais fiel ao do carro de verdade. Apesar de fazer parte da linha básica da Matchbox, a miniatura possui decais nos faróis, lanternas traseiras pintadas, placa identificada, para-choques prateados e rodas tridente. Um exemplar belíssimo que representa muito bem a beleza dessa joia da indústria do automóvel.

O Toyota 2000GT foi reproduzido inicialmente pelas marcas japonesas, mas em 2013 despontou na linha básica da Hot Wheels em duas versões: simples e especial, que vinha com pneus de borracha nas rodas e pintura diferenciada em um tom vermelho escuro com faixa preta no capô e nas laterais, os faróis frontais eram de plástico que se harmonizava com o resto formando um conjunto simples e belo.

Doalcey Rocha, 38 anos, é engenheiro agrônomo, professor e apaixonado por carros, miniaturas e fotografia. Também é proprietário do blogMiniaturas de Carros em Foco, voltado ao fantástico mundo das “minis”.

Fotos: Doalcey Rocha

Doalcey Rocha: