O Godzilla é um gigantesco monstro criado no Japão e que ficou famoso mundialmente ao aparecer em filmes defendendo a Terra de outros seres – por isso é chamado de Rei dos Monstros. No mundo dos carros, Godzilla é o apelido dado ao Nissan GT-R, um superesportivo japonês que encara e quase sempre vence outros “monstros” automotivos, como o Porsche 911 e alguns modelos da Ferrari, que chegam a custar até três vezes mais.

Para conseguir essas façanhas nas pistas, o GT-R é dotado de uma série de aparatos tecnológicos projetados especificamente para ele. Mesmo pesando cerca de 1.700 quilos, o Godzilla é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em aproximadamente 3 segundos graças ao poderoso motor V6 biturbo, que gera 545 cv de potência e 64 kgfm torque – enviados às quatro rodas por meio de um sistema de tração integral.

Essa vontade da Nissan ter um carro capaz de enfrentar em pé de igualdade com os melhores modelos europeus não surgiu com o GT-R. A marca já trabalha nisso desde os anos 1960, quando lançou o famoso Skyline após adquirir a Prince. No final daquela década, a Nissan apresentou a versão esportiva 2000 GT-R.

Com o passar dos anos, o mercado de esportivos oscilou com a crise do petróleo até que, no final dos anos 1980, um novo Skyline surgiu com a denominação GT-R, retomando a fama conquistada com o antecessor e chegando ao ápice com o BNR-34, caracterizado pela aparência musculosa e equipado com o lendário motor RB26DETT de seis cilindros em linha de 2.6 litros biturbo que gerava 400 cv em sua configuração mais potente. Com essas credenciais, o GT-R foi apelidado de Godzilla pela imprensa especializada japonesa.

As miniaturas

Atualmente, várias marcas fabricam réplicas do Skyline e do GT-R, mas as variações são imensas. Por isso escolhi esses dois modelos para mostrar as suas diferenças: o primeiro deles é o Skyline GT-R BNR-34 (carrinho preto), da japonesa Kyosho, com linhas extremamente fieis às do carro de verdade, além de detalhes como faróis e lanternas de plástico, a presença de retrovisores, brake light, luzes de alerta pintados e a identificação da marca, nome do carro, versão e motorização no porta-malas, tudo isso em uma cor preta que dá ao modelo uma cara de “poucos amigos”. Adquirir uma miniatura dessas na escala 1:64 significa desembolsar um valor ligeiramente maior do que a maioria dos colecionadores brasileiros estão dispostos a pagar, porém, é garantido adquirir um produto de maior qualidade.

O segundo modelo é o GT-R (R-35) com suas linhas modernas que dividem opiniões, e que aqui é representado por uma versão da fabricante chinesa RMZ City, que apresenta detalhes como: rodas com pneus de borracha, faróis de plástico, lanternas pintadas, logotipo e nome do carro marcados, presença de retrovisores, capô com detalhes em preto, grade dianteira destacada e ainda um motor a fricção para fazê-lo correr. Essa miniatura tem um bom custo-benefício por custar, em média, cinco vezes menos que a anterior.

Como podem ver, a qualidade nestas miniaturas pode ser bem semelhante, porém, com uma diferença de preços considerável. Mas o que vale mesmo é garantir na coleção a representação de um modelo que não deixa a dever em quase nada para os melhores esportivos europeus.

Texto e fotos: Doalcey Rocha

Doalcey Rocha, 38 anos, é engenheiro agrônomo, professor e apaixonado por carros, miniaturas e fotografia. Também é proprietário do blogMiniaturas de Carros em Foco, voltado ao fantástico mundo das “minis”.