O filtro de ar é um elemento fundamental em um motor, pois é responsável por reter partículas poluentes que podem prejudicar o funcionamento e até danificar componentes importantes, como válvulas, pistões e sistema de injeção de combustível. Para evitar problemas, “é recomendado verificar no manual do veículo a periodicidade da troca do sistema de filtragem”, aconselha João Moura, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Filtros e seus Sistemas Automotivos e Industriais (Abrafiltros).

Moura explica que, quando impregnado de resíduos, o filtro de ar pode ocasionar na perda de desempenho e na variação do consumo de combustível do motor. “ A falta de rendimento do motor pode, inclusive, colocar os motoristas em risco no trânsito, uma vez que o propulsor pode não entregar o desempenho esperado em situações mais críticas” – como subidas e ultrapassagens, por exemplo. “Além disso, a manutenção inadequada do elemento filtrante pode gerar elevados custos de reparo, caso prejudique outros componentes do motor”, alerta o especialista.

Uma prática comum e condenada por Moura é a limpeza do filtro com jato de ar comprimido. “Isso é inadmissível, pois a pressão do jato pode aumentar o diâmetro dos microporos do papel filtrante, fazendo-o perder a sua eficiência”.

A recomendação do especialista é para que o motorista fique atento aos prazos de manutenção do sistema de filtragem, lembrando que a vida útil desses componentes pode ser reduzida quando o veículo é utilizado em estradas de terra ou em locais com muita poeira, obrigando a substituição dos filtros em prazos menores.

Foto: breakerlink e Subaru