De olho nas primeiras posições do segmento de picapes médias, a Ford apresentou ao mercado brasileiro a Ranger 2017, que chega às concessionárias em maio com o visual retocado, melhorias mecânicas, mais equipamentos e um pacote tecnológico inexistente na concorrência. Além do conteúdo revisto, a picape importada da Argentina apenas na configuração de cabine dupla teve a garantia de fábrica estendida de três para cinco anos.

Segundo a Ford, “a melhor Ranger de todos os tempos” aposta nas versões a diesel e na relação custo-benefício para incomodar a Toyota Hilux – atual líder da categoria e considerada a principal rival da Ranger. A Chevrolet S10, que será atualizada em maio, também não está descartada da disputa.

Confira abaixo as versões e preços da Ford Ranger 2017:

Ranger XLS 2.5 flex manual 4×2 cabine dupla – R$ 99.500*
Ranger XLT 2.5 flex manual 4×2 cabine dupla – R$ 109.900*
Ranger Limited 2.5 flex manual 4×2 cabine dupla – R$ 118.900*
Ranger XLS 2.2 turbodiesel manual 4×4 cabine dupla – R$ 129.900
Ranger XLS 2.2 turbodiesel A/T 4×4 cabine dupla – R$ 142.900
Ranger XLT 3.2 turbodiesel A/T 4×4 cabine dupla – R$ 166.900
Ranger Limited 3.2 turbodiesel A/T 4×4 cabine dupla – R$ 179.900

*As versões flex chegam às lojas em julho

Motores e transmissões

As versões mais baratas da Ranger são equipadas com o bloco de 2.5 litros flex, que rende 168/173 cv de potência e 24,3/25 kgfm de torque a 4.500 rpm. Esse propulsor é associado apenas ao câmbio manual de cinco marchas e tração traseira.

No caso das variantes intermediárias, o propulsor é um turbodiesel de 2.2 litros de 160 cv e 39,2 kgfm (entre 1.600 e 2.500 rpm), com opções de transmissão manual ou automática, ambas de seis velocidades. Já nas configurações topo de linha, o motor é o de cinco cilindros de 3.2 litros turbodiesel de 200 cv e 47,9 kgfm disponíveis entre 1.750 e 2.500 rpm, sempre associado à caixa automática. Todas as versões a diesel são dotadas de tração 4×4 com acionamento eletrônico, reduzida e bloqueio do diferencial traseiro.

Aposta em segurança e tecnologia

Todas as versões da Ranger são equipadas de série com sete airbags (frontais, laterais, de cortina e para o joelho do motorista), controles eletrônicos de estabilidade e tração, assistências de partida em rampa e de frenagem em descidas, ganchos Isofix para a fixação de cadeirinhas infantis, além de cintos de segurança de três pontos e encostos de cabeça para todos os ocupantes.

A configuração Limited adiciona um arsenal tecnológico composto por alerta de colisão frontal, piloto automático adaptativo (controla a distância em relação ao carro à frente sem a interferência do condutor), alerta de mudança involuntária de faixa, monitoramento da pressão dos pneus, farol alto automático (reduz a intensidade da iluminação ao detectar um veículo no sentido contrário ou à frente). Há também a central multimídia SYNC com câmera de ré, comandos por voz, GPS e assistência de emergência que aciona o SAMU automaticamente em caso de um acidente que deflagre os airbags (é preciso estar conectada a um celular via Bluetooth para realizar a chamada).

Diesel agrada no desempenho; flex decepciona no consumo

O Carsale avaliou a versão Limited 3.2 turbodiesel automática em um rápido trecho rodoviário e em um percurso off-road preparado pela Ford. Como a maioria das picapes a diesel, a Ranger não exigiu muito de seu motor para esbanjar bom desempenho em ultrapassagens e retomadas até atingir velocidades de cruzeiro mantidas dentro dos limites legais com a ajuda do piloto automático adaptativo. No teste off-road, a picape encarou subidas íngremes e alagamentos de até 80 centímetros sem dificuldades. O sistema de tração é acionado por um botão giratório no console central. A direção elétrica com assistência bastante leve a baixas velocidades facilitou as manobras em trechos de espaço limitado e manobras de estacionamento.

Também tivemos a oportunidade de andar em uma variante que será vendida apenas na Argentina, dotada da mesma motorização, porém, com câmbio manual de seis velocidades. Nesse caso, a picape leva apenas uma pequena vantagem em arrancadas e retomadas, realizadas com maior agilidade. De resto, o comportamento da picape é idêntico ao da versão automática.

Por conta da diferença de potência e torque, a Ranger flex é mais lenta para embalar e exige constantes reduções do câmbio manual de cinco marchas para retomar velocidade. Nesses casos, o nível de ruído fica um pouco maior devido o esforço do motor. Durante o rápido teste em estrada (cerca de 40 quilômetros com troca de motoristas), o consumo aferido pelo computador de bordo foi de 6 km/l com o ar-condicionado ligado e rodando entre 80 km/h e 110 km/h.

Mercado e revisões

A Ford estima que quase 70% do mix de vendas da Ranger 2017 será formado pelas versões a diesel, com a variante Limited respondendo por boa parte dos emplacamentos. Para brigar pela liderança do segmento, a picape terá de comercializar cerca de 2 mil unidades por mês (atualmente vende abaixo de mil exemplares).

Para atingir esse objetivo, a marca pretende fidelizar os atuais donos de Ranger das linhas 2013 a 2016 oferecendo um sistema de pré-venda e desconto de 11% na compra das versões a diesel. Além da garantia estendida para cinco anos, o plano de revisões agora é feito a cada 12 meses ou 10 mil quilômetros.

Como exemplo, a Ford diz que as três primeiras revisões da Ranger Limited 3.2 turbodiesel sofreu uma redução de 34%. O plano custa R$ 648 aos 12 meses ou 10 mil quilômetros; R$ 808 aos 20 mil km ou 24 meses e R$ 1.008 aos 36 meses ou 30 mil km – totalizando R$ 2.464.

Viagem a convite da Ford
Fotos: Divulgação