Após 19 meses e investimento de R$ 600 milhões, a Mercedes-Benz voltou a fabricar carros no Brasil. Os dois primeiros modelos fabricados em Iracemápolis, interior de São Paulo, são o sedã Classe C e, no segundo semestre, o crossover GLA. Atualmente, a fábrica já conta com 500 funcionários, mas, de acordo com a marca, a previsão é terminar 2016 com 750 empregados.

Segundo Philip Schimer, presidente da Mercedes-Benz no Brasil, afirmou que está é a planta mais flexível da marca no mundo, uma vez que é a primeira com capacidade para construir ao mesmo tempo plataformas com tração traseira e dianteira. A capacidade fabril é de 20.000 unidades neste primeiro momento. Porém, segundo Markus Schäfer, membro do board da marca, a empresa “acredita nas perspectivas de longo prazo do mercado brasileiro”.

Obviamente que essa esperança se dá aos ótimos números da Mercedes-Benz no último ano. Foram 17.525 unidades vendidas pela empresa alemã, o que representa crescimento de 47% nos emplacamentos. Do total de vendas, 7.532 unidades foram do Classe C. Agora, com o início da fabricação nacional, a marca se torna a primeira montadora da América Latina a construir automóveis de passeis, vans, ônibus e caminhões, ao menos de acordo com o presidente da empresa.

Está será a segunda tentativa de construir carros no Brasil. A primeira delas foi em 1999, quando passou a primeira geração do Classe A em Juiz de Fora, Minas Gerais. Porém, a crise que o Brasil atravessa em 1998 atrapalhou os planos. A linha produziu o carro até 2005, sem nunca atingir a capacidade máxima de 70.000 unidades por ano. O Classe CLC também chegou a ser fabricado na planta, que hoje é completamente dedicada a caminhões.

Vale ressaltar que, segundo a Mercedes-Benz, não haverá alterações nas versões ou no conteúdo. Sendo assim, o Classe C segue custando entre R$ 144.900 e R$ 214.900. Não foi informado o índice de nacionalização das peças, porém, sabemos que o motor passa a ser 1.6 flex turbo com injeção direta de combustível. O bloco já era utilizado no próprio GLA e entrega 156 cv e 25,5 kgfm de torque com qualquer um dos dois combustíveis.