A BMW apresentou à imprensa nesta quarta-feira (3) a nova geração do X1. O modelo, destaque no final do ano passado no Salão do Automóvel de Frankfurt, já está disponível nas lojas da marca e tem preço inicial de R$ 166.950.

Este valor é sugerido para a versão sDrive20i GP, que conta com central multimídia com tela de 6,5 polegadas, GPS, BMW ConnectedDrive (que inclui serviços de concierge e informações de trânsito em tempo real), seis airbags, controles de estabilidade e tração, pneus com tecnologia Runflat, sensor de estacionamento traseiro, sensor de chuva e rodas de liga leve aro 18.

Por R$ 179.950, a variante sDrive20i X-Line acrescenta teto solar panorâmico, bancos com regulagens elétricas, espelhos retrovisores rebatíveis e fechamento elétrico do porta-malas. Por fim, a topo de linha xDrive25i Sport custa R$ 199.950, agregando apenas rodas de liga leve de 19 polegadas e sistema de som premium.

Construído sobre uma nova plataforma chamada ULK, o carro chega importado da Alemanha, mas a fabricante pretende, até o final do ano, nacionalizar o modelo.

Em termos de estilo, o X1 virou um autêntico SUV, deixando de lado o jeitão de perua/crossover. A capacidade do porta-malas é de 505 litros, aumentando para 1.550 litros quando o banco traseiro é rebatido.

O motor do X1 é o 2.0 TwinPower Turbo de quatro cilindros em linha, capaz de gerar 192 cv de potência e entregar torque torque máximo de 28,5 kgfm. A versão topo de linha ganha um ajuste mais picante do motor e entrega 231 cv e 35,7 mkgf. A transmissão é automática de oito velocidades.

Impressões

Se você olhar as fotos abaixo, verá que o novo X1 aparenta estar com um porte diferente. Mas isso não é só uma impressão. Comparando com a geração anterior, o modelo cresceu 53 milímetros de altura, ficou 23 mm mais largo, porém perdeu 15 mm de comprimento e ainda assim, o porta-malas ganhou 85 litros de capacidade, chegando aos 505 litros no total. Compare as duas gerações abaixo.

Essas mudanças no estilo e tamanho, afetaram também a posição de dirigir, que ficou mais alta, garantindo visibilidade plena da dianteira do veículo. Segundo a BMW, são 40 milímetros de diferença em relação à geração anterior.

O acabamento dispensa comentários. Ainda importado, o X1 tem matérias de excelente qualidade e bem montados. Vale lembrar que a geração anterior do modelo já havia passado pelo processo de nacionalização e a atual será feita em Santa Catarina, porém só a partir de março.

Dentre os acertos do SUV, destaque para o ótimo trabalho das suspensões. Mesmo em curvas mais rápidas e acentuadas, o carro fica grudado no chão e não se inclina tanto como fazem os utilitários. Os amortecedores também vão bem e filtram impecavelmente as imperfeições do asfalto. Até mesmo em ruas de paralelepípedos e terra batida, o carro balança pouco na cabine, garantindo conforto.

São três modos de condução que moldam o comportamento: Comfort, Sport e o Eco Pro. A combinação do câmbio de oito marchas com o motor 2.0 turbo funciona muito bem. As respostas são rápidas, ainda mais se tratando da versão xDrive25i Sport, que conta com mais torque e mais potência. As trocas do câmbio são suaves e precisas.

O preço pode assustar, uma vez que a versão de entrada do Audi Q3 (1.4 de 150 cv) sai R$ 136.990. Porém, o X1 conta com 42 cv a mais, concorrendo diretamente com as versões 2.0 da Audi ( de 180 e 220 cv). A estreia do X1 é garantia de uma coisa: o segmento de SUVs premiums vai esquentar no Brasil. Além disso, enquanto a BMW promete a estreia do X1 nacional para março, a Audi também está prestes a tirar o passaporte brasileiro do Q3.