A Audi começou a vender no Brasil a segunda geração do SUV grande Q7. Oferecido em versão única, o modelo chega com a nova identidade visual da marca alemã, esbanjando tecnologia embarcada e de construção. Os preços partem de R$ 399.990.

Totalmente renovado, o novo Q7 ficou menor e mais leve que o modelo anterior, porém, o espaço interno foi ampliado graças à utilização de uma plataforma mais moderna. A única motorização disponível é a de 3.0 litros V6 TFSI com compressor mecânico e injeção direta de combustível, que desenvolve 333 cv de potência e entrega 44,9 kgfm de torque entre 1.250 e 5.000 rpm. A transmissão é automática de oito marchas e o sistema de tração integral quattro funciona de maneira permanente.

Segundo a Audi, o Q7 acelera de 0 a 100 km/h em 6,1 segundos e atinge a velocidade máxima de 250 km/h (limitada eletronicamente).

Com design mais retilíneo, o SUV incorpora o novo padrão visual dos utilitários esportivos da Audi. A aparência mais “quadradona” transmite a impressão de o Q7 medir mais que os seus 5,05 metros de comprimento, 1,97 m de largura e 1,74 m de altura sugerem.

Por dentro, o Q7 mantém a tendência minimalista, com poucos botôes, adotada pela Audi. Mas a principal novidade é o Virtual Cockpit, o painel de instrumentos digital reproduzido em uma tela de alta definição de 12,3 polegadas com resolução de 1.440 x 540 pixels. O sistema exibe desde as funções essenciais do carro (velocímetro, conta-giros, etc) até os mapas do GPS e informações do sistema multimídia. Há ainda o Head Up Display, que projeta o velocímetro no para-brisas para que o motorista não deixe de olhar para a estrada. O ar-condicionado de quatro zonas mostra as funções ao encostar o dedo em cada tecla. Para acioná-las, basta pressioná-las para cima.

Além do bom acabamento, parecido com o dos principais concorrentes alemães (BMW X5, Mercedes-Benz Classe GLE e Porsche Cayenne), a cabine do Q7 é espaçosa e confortável. O sistema de som premium Bose com efeito 3D ajuda a deixar a experiência a bordo mais agradável.

Com espaço de sobra para cinco ocupantes, o novo Q7 pode levar mais duas pessoas na terceira fileira de bancos oferecida como opcional. Quando os assentos extras são utilizados, a capacidade do porta-malas é reduzida de 890 litros para 295 litros – com todas as fileiras rebatidas, o espaço é ampliado para 2.075 litros. Vale lembrar que para abrir a tampa do bagageiro, basta movimentar o pé sob o para-choque traseiro para a tampa abrir automaticamente.

Quase R$ 90 mil em opcionais

Custando praticamente R$ 400 mil, o novo Q7 pode ter o seu preço em nada módicos R$ 89.500 caso o comprador escolher todos os opcionais disponíveis. Além da terceira fileira de bancos (R$ 20 mil) citada anteriormente, a Audi disponibiliza uma lista de itens tecnológicos de fazer inveja a muito concorrente.

Por R$ 32 mil é possível adquirir um pacote que inclui o eixo traseiro esterçante, que facilita em manobras e melhora a dinâmica e a estabilidade do carro ao contornar curvas acima de 60 km/h, faróis full LED e câmera de visão noturna.

Pagando mais R$ 30 mil, o Q7 ganha suspensão a ar, que eleva (em até 60 milímetros) ou rebaixa a carroceria para transpor pequenos obstáculos no fora-de-estrada leve ou melhorar a estabilidade a velocidades elevadas. Também possível baixar a traseira em 55 mm, por meio de um botão no porta-malas, na hora de carregar o compartimento de carga com um objeto pesado, por exemplo.

E, para fechar a conta, o pacote Side Assist (R$ 7.500) adiciona sensor de ponto cego, alerta de tráfego transversal na traseira e o Exit Warning Assist, que funciona apenas com o carro parado e com o motor desligado, detectando veículos ou bicicletas que se aproximam pela traseira do Q7. O sistema acende feixes luminosos nas portas para alertar os ocupantes. Em situação de perigo, essa iluminação fica vermelha e as maçanetas internas são desativadas temporariamente para evitar a abertura das portas.

Dirigimos o Q7 por aproximadamente 60 quilômetros em trechos urbanos, rodovias e em uma estrada de terra. O carro avaliado contava com a suspensão a ar adaptativa, que colaborou bastante para a boa experiência ao volante do grandalhão. Se na estrada o sistema garante boa estabilidade nas curvas, no percurso de off-road leve a impressão era de estar a bordo de um sofá com rodas tamanho o conforto, mesmo ao passar sobre pequenas erosões e cascalho. O propulsor faz o jipão acelerar e retomar velocidade com muita agilidade graças à entrega de torque a baixas rotações e por trabalhar em sintonia com o câmbio automático.

O novo Audi Q7 entrega bom nível de conforto, desempenho e tecnologia. Mas, para contar com os equipamentos mais interessantes para um carro de sua categoria, é preciso desembolsar muito dinheiro. Vale lembrar que a recém-lançada segunda geração do sueco Volvo XC90 tem preço abaixo dos R$ 400 mil, trazendo um pacote de itens de série mais recheado e sistemas de segurança, como alerta de colisão frontal, frenagem automática e sistema de condução autônoma a até 50 km/h.

Teste-drive a convite da Audi
Fotos: Divulgação e Guilherme Silva