Após apresentar a linha nacional do Golf, a Volkswagen anunciou novidades da gama do Jetta, que inclui entre as quatro configurações uma produzida no Brasil. Fabricado em São Bernardo do Campo (SP), o sedã também aposenta o antigo motor 2.0 de 120 cv e passa a ser equipado com o moderno 1.4 TSI, o mesmo do hatch médio e do Audi A3 Sedan (na versões de entrada Trendline e na intermediária Comfortline), porém ajustado para entregar 150 cv.

Se antes a versão de entrada custava R$ 75.290 com a transmissão automática, agora, a mesma variante (Trendline) que usa o novo bloco 1.4 TSI e câmbio manual parte de R$ 78.230, enquanto a automática sai por R$ 83.630. Já a intermediária Comfortline é feita no Brasil e custa R$ 89.750.

Ao contrário do Golf e A3 Sedan, o Jetta não se tornou flex e continua bebendo apenas gasolina, Assim como os dois modelos citados, o sedã da Volkswagen adotou o câmbio automático Tiptronic de seis velocidades.

O consagrado câmbio DSG equipa apenas a versão topo de linha 2.0 TSI Highline, agora mil reais mais cara, partindo de R$ 103.990.

Confira abaixo os preços e versões da linha Jetta 2016:

  • Jetta 1.4 TSI Trendline Manual (mexicano): R$ 78.230
  • Jetta 1.4 TSI Trendline Automático (mexicano): R$ 83.630
  • Jetta 1.4 TSI Comfortline Automático (nacional): R$ 89.750
  • Jetta 2.0 TSI Highline DSG (mexicano): R$ 103.990

O motor 1.4 TSI desenvolve 150 cv de potência e entrega 25,5 kgfm de torque. O consumo de combustível, de acordo com a fabricante alemã, é de 12.3 km/l para a versão manual e 11.7 km/l para as configurações dotadas de câmbio automático.

Entre os itens de série, o Jetta vem equipado de série com ar-condicionado, direção elétrica, controle de estabilidade, sensores dianteiros e traseiros para auxiliar no estacionamento e quatro airbags. Além disso, a versão mais básica conta com a central multimídia Composition Touch, que incorpora apenas com conexão via Mirror Link, enquanto as demais são equipadas com uma versão superior do gadget, possuindo compatibilidade com os sistemas Apple CarPlay e Android Auto.

Impressões ao dirigir: Jetta 1.4 TSI

O Jetta seguiu a tendência do segmento e entrou na onda do downsizing com o motor 1.4 turbo, menor, porém mais eficiente — dentre os concorrentes, em breve, o Honda Civic e o Chevrolet Cruze adotarão tal medida.

O fato é que esse bloco fez muito bem ao sedã da Volkswagen e isso é possível comprovar apenas analisando os números. Em relação ao defasado motor 2.0, o atual 1.4 entrega 30 cv a mais. Além disso, o torque saltou de 18,4 kgfm para 25,4 kgfm, sendo totalmente entregue entre 1.500 e 4.500 rpm, garantindo assim boas arrancadas e retomadas seguras.

O câmbio Tiptronic automático de seis velocidades trabalha bem, mas poderia trocar as marcas de maneira um pouco mais suave. Para sair da inércia e chegar até os 100 km/h o Jetta precisa de apenas 8,6 segundos contra 11,1 s do aposentado bloco 2.0.

A dirigibilidade é ótima, principalmente pelo bom ajuste da direção elétrica. As suspensões também vão bem, apoiando de maneira eficiente o carro em curvas rápidas.

Os vacilos começam com a não adoção do bloco flex, prejudicando os consumidores onde o etanol é financeiramente mais vantajoso. De acordo com a Volkswagen, a “conta não fecharia” na relação de vendas do modelo com o que seria gasto para utilizar o motor flexível.

Central Multimídia disponível a partir da versão Comfortline

Central Multimídia disponível a partir da versão Comfortline

Outro erro está na central multimídia. De série, o Jetta conta com a mesma ferramenta presente no Fox Track, por exemplo. Não que o equipamento não seja funcional, mas estamos falando de um veículo que custa quase o dobro. A versão de multimídia que equipa as versões intermediária e top de linha também estreou no hatch, mas conta com funções mais modernas.

Já o espaço interno é suficiente para acomodar quatro passageiros — um adulto encontrará um pouco de dificuldades para viajar no centro do banco traseiro devido ao túnel central.

Com motor 1.4 TSI o Jetta é uma boa escolha em um mercado completamente dominado pela dupla nipônica Toyota Corolla e Honda Civic.