A Ferrari não faz mais parte do grupo Fiat Chrysler Automobiles (FCA). Desde esta segunda-feira, (4), às 6h de Brasília, a marca italiana de luxo passou a ofertar, de maneira independente, suas ações na Bolsa de Milão.

A Ferrari estreia no mercado milanês após a conclusão da separação legal do grupo FCA, tal como aprovaram seus acionistas. Porém, na prática, os sócios da Fiat ficarão com 80% da Ferrari, podendo negociá-los de acordo com os valores praticados nos pregões. Destes, 33,4% pertencem a família Agnelli. Já Piero Ferrari, filho do fundador da marca, detém os outros 10% e não pretende negociá-los. 9% da empresa foi ofertada na Bolsa de Nova York, onde 1% foi entregue aos subscritores.

Contudo, o efeito da estréia na bolsa italiana não foi o mesmo visto nos Estados Unidos, em outubro passado, quando foram arrecadados US$ 893 milhões de dólares. Em Milão, as ações da marca alcançaram 43,24 euros nos primeiros minutos de negociação, sendo que o preço de saída foi de 43 euros. Em seguida, as ações registraram queda de 3,89% para os 41,75 euros, sendo suspensas devido à volatilidade. Quem também não se deu bem com a separação foi o grupo FCA, que viu o valor de suas ações caírem 34,87%.