A chinesa Chery revelou nesta sexta-feira (11), em São Paulo (SP), os próximos planos de suas operações no Brasil. A marca confirmou a produção de dois SUVs na fábrica de Jacareí (SP), valendo-se do bom momento que o segmento desse tipo de veículo atravessa no país.

O primeiro deles será o Tiggo 5 (foto), mostrado no Salão do Automóvel de São Paulo de 2014, que chegará no primeiro semestre de 2016 para substituir o modelo atual importado do Uruguai. Segundo Luís Cury, presidente da Chery no Brasil, “o Tiggo 5 mira os consumidores que desejam adquirir um Honda HR-V ou Jeep Renegade, mas ainda não têm condições de comprar um desses modelos”. De acordo com Cury, a princípio, o Tiggo 5 não terá a versão de sete lugares vendida no mercado chinês.

A Chery não revelou detalhes técnicos do modelo, mas a configuração nacional não deverá ser muito diferente da chinesa, que é equipada com motor 2.0 a gasolina de 139 cv e 18,5 kgfm e transmissão CVT. Os números de potência e torque poderão ser superiores caso a fabricante adote a tecnologia flex. O Tiggo 5 mede 4,50 metros de comprimento e 2,61 m de distância entre-eixos, e ainda conta com suspensão traseira independente multi-link.

O outro SUV confirmado é o Tiggo 1, modelo menor, que também será fabricado em Jacareí. De acordo com a Chery, o início da produção no Brasil será no segundo semestre de 2016, simultâneo ao da matriz na China.

A aposta da Chery em utilitários esportivos não será apenas uma estratégia para aproveitar o bom momento do segmento de SUVs no Brasil, mas também uma estratégia para aumentar a rentabilidade de sua rede. “Os concessionários precisam vender três (compactos) QQs para terem a mesma margem de lucro da venda de um único SUV”, explicou Cury.

A Chery deve terminar 2015 com cerca de 5 mil carros vendidos, somando os modelos fabricados em Jacareí e os importados da China. Para o ano que vem, a estimativa é elevar esse número para 8 mil unidades, contabilizando entre mil e 2 mil veículos destinados ao Mercosul.

Sobre a fábrica em Jacareí, Cury foi enfático ao dizer que ” é mais do que um polo industrial. É um núcleo da indústria automotiva chinesa no Brasil. Esse local recebe todo o apoio da matriz a China”.

Fotos: Divulgação