Após lançar o A3 Sedan nacional equipada com a motorização 1.4 turbo, a Audi complementa a gama do modelo com a versão topo de linha dotada do bloco 2.0 TFSI, que substitui o bloco 1.8 TFSI de 180 cv. Com esse propulsor, o modelo tem preço inicial de R$ 137.990.

O novo motor gera 220 cv de potência e 35,7 kgfm de torque entre 1.500 e 4.400 rpm. Ao contrário das versões 1.4 TFSI, que receberam uma transmissão automática convencional de seis velocidades, o A3 Sedan 2.0 TFSI utiliza a caixa automatizada de dupla embreagem S Tronic – também de seis marchas. Com esse conjunto mecânico, o sedã fabricado em São José dos Pinhais acelera de 0 a 100 km/ em 6.9 segundos e atinge a velocidade máxima de 250 km/h.

De série, o modelo possui faróis de xenônio e lanternas com LEDs; rodas de liga leve de 17 polegadas; bancos em couro com ajuste elétrico para o motorista; teto panorâmico; controle de cruzeiro adaptativo; ar-condicionado digital de duas zonas; Audi Drive Select (seleciona os modos de condução de acordo com os parâmetros do motor, câmbio, etc); central multimídia com tela de 5.8 polegadas e freios com função Auto Hold (mantém o carro mesmo com o câmbio nas posições drive e ré); alarme antifurto; sete airbags; sensores de estacionamento, entre outros itens.

Apesar do atual cenário da economia e do mercado de carros no Brasil, a Audi acredita no sucesso do modelo e, por isso, não altera os planos de ampliação da linha de produtos fabricados no país. Além do anúncio do A3 Sedan 2.0, a fabricante confirmou que o crossover Q3 será produzido na fábrica paranaense a partir do segundo semestre de 2016.

Para disponibilizar toda a sua força, o motor 2.0 TFSI se beneficia de soluções como o sistema de admissão variável e o turbocompressor para entregar força plena a partir de precoces 1.500 rotações por minuto. No uso cotidiano, o sedã esbanja desempenho mais que suficiente.

No entanto, durante a apresentação do produto, a Audi fez questão de fazer um alerta: nada de “chipar” o motor (prática de alterar a programação da central eletrônica para aumentar o desempenho do carro). O motivo para esse aviso é pelo fato de a caixa S Tronic trabalhar com um torque nominal de 25 kgfm, enquanto o motor entrega 10 kgfm a mais. Essa força extra faz o câmbio trabalhar próximo de seu limite. Dessa forma, um aumento de torque pode resultar na quebra da transmissão.

Por falar em transmissão, a Audi solucionou um “problema” bastante citado por donos do A3: os ruídos metálicos emitidos ao trafegar sobre piso irregular. A atual, do tipo banhada em óleo, que evita os sons desagradáveis.

Entre os itens que auxiliam o motorista está o seletor de condução Audi Drive Select. No modo Efficiency, as rotações baixas são priorizadas, auxiliando na economia de combustível. Aliás, esse é outro trunfo do A3 Sedan 2.0 TFSI, afinal, segundo dados do Inmetro a média de consumo de gasolina na cidade é de 10,3 km/l. Na estrada, os números sobem para 12,8 km/l.

Já a opção Dynamic troca as marchas em ritmo mais nervoso, reduzindo a eficiência energética, mas entregando o desempenho de forma ainda mais rápida. Ainda estão disponíveis o modo individual, que pode ser configurado pelo condutor, além do modo Auto, que se adapta conforme a condução do motorista.

Em comparação com o modelo importado, a suspensão passou por um pequeno acerto e está levemente mais alta para privilegiar o conforto. Mas, diferentemente da versão 1.4 TFSI, o modelo segue com sistema independente multi-link na traseira.

Claramente o A3 2.0 prefere as estradas à cidade. As provas estão nos sistemas de segurança, como o Lane Assist, que monitora as faixas divisórias das vias em velocidades acima de 60 km/h. Se por algum motivo o carro invadir outras faixas, a direção, automaticamente, tenta trazer o veículo para a trajetória correta. Caso o motorista insista no erro, o volante vibra como forma de alerta.

Se a legislação brasileira permitisse, o recurso também poderia guiar o carro sozinho por quantos quilômetros o condutor desejasse. Se o motorista ficar oito segundos sem segurar o volante, o painel de instrumentos o alerta para retomar o controle do veículo. O sistema é desativado quando a seta é acionada.

Se ainda assim o motorista não conseguir evitar uma colisão, o Pre-sense Front, que funciona de maneira independente à ação do condutor, diminui os danos da batida. Essa tecnologia fecha todos os vidros, incluindo o teto solar, posiciona os bancos de maneira mais ereta, pré-tensiona os cintos de segurança e faz uma frenagem brusca para diminuir o impacto. O lado negativo é que os dois itens fazem parte dos opcionais.

De série está o controle de cruzeiro adaptativo, que permite regular uma distância do veículo da frente, retomando velocidade ou freando automaticamente. Outro item que vem de fábrica é o Park Assist, capaz de estacionar o carro completamente sozinho.

Como é de se esperar de um sedã médio de luxo, o acabamento interno é feito com bons materiais e a montagem é precisa. Os botões estão todos ao alcance do motorista, o que facilita a vida a bordo. O condutor conta com banco elétrico de série, o mesmo conforto é ausente para o passageiro. O espaço no banco traseiro é satisfatório, bem como o porta-malas.