A Citroën apresentou na última terça-feira (24) a reestilização do Aircross. As principais novidades, além das visuais, ficaram por conta das melhorias no motor 1.6 e nas transmissões, tanto a manual quanto a caixa automática de quatro velocidades. O monovolume também passou a contar com versões sem o estepe fixado na tampa traseira (Star e Live), enquanto as unidades que contam com o item se dividem em outras duas (Feel e Shine).

Confira abaixo as versões e preços do novo Aircross:

Aircross 1.5 Start: R$ 49.990
Aircross 1.5 Live: R$ 53.990
Aircross 1.6 Live automático: R$ 58.990
Aircross 1.6 Feel: R$ 58.990
Aircross 1.6 Feel automático: R$ 63.290
Aircross 1.6 Shine automático: R$ 69.290

O Citroën Aircross lançado em 2010 caiu no gosto do brasileiro, em cinco anos de vida foram vendidas 50 mil unidades, ao menos de acordo com a fabricante. Porém, agora que passa pela primeira reestilização, a marca precisa reposicionar o modelo.

Quando lançado, o carro tinha a concorrência de Volkswagen CrossFox e Ford EcoSport, por mais que o segundo seja de outro segmento. Ambos por questões de estética, com espírito aventureiro, e, em algumas versões, também no preço.

O tempo passou e o EcoSport ganhou vários concorrentes no único segmento que segue em crescimento em um mercado em crise. E isso é positivo na visão da Citroën, tanto que durante toda a apresentação do modelo, o novo Aircross foi chamado de SUV, mesmo que ele seja um monovolume.

Sem o estepe o modelo parte de R$ 49.990, sendo uma alternativa interessante a modelos como o Honda Fit, se pensarmos dentro da categoria real do Aircross. As variantes mais caras e com o estepe pendurados pretendem arrancar uma fatia do mercado de SUVs, resta saber se o consumidor está disposto a fazer essa troca.

O Carsale teve a oportunidade de testar a versão 1.6 Shine automático, que manteve o mesmo motor do antigo Aircross, mas passou por melhorias no consumo de combustível. De fato, a eficiência energética do modelo melhorou, tanto que a nota A foi concedida pelo Inmetro.

A suspensão, que segundo a marca foi retrabalhada, melhorou bastante, o carro deixou aquele aspecto molenga, que balançava por tudo e passa melhor sensação de conforto. No trecho off-road essas melhorias ficaram perceptíveis, apesar do carro não ser feito para tal atividade.

A cabine ficou mais intimista, com botões de fácil acesso e central multimídia de uso intuitivo. O espaço interno continua bom, sendo possível viajar com cinco pessoas de maneira tranquila. O vacilo fica pela falta de apoio de cabeça para o passageiro que viaja no meio.

O acabamento no geral é feito com materiais de boa qualidade e a montagem não apresenta falhas. O novo material utilizado nos bancos combinou com estilo do veículo, enquanto as laterais dos assentos são revestidas com couro.

O motor garante um desempenho honesto. O câmbio continua sendo o calcanhar de Aquiles. Com apenas quatro velocidades, a transmissão faz o bloco gritar quando é um pouco mais exigida. Porém, segundo a fabricante, as melhorias nessa transmissão fizeram do modelo nota A em consumo.