A nova geração da Toyota Hilux, apresentada na última quinta-feira (5), na Argentina, finalmente abandona o aspecto de carro da década passada e coloca a picape no mesmo patamar das principais concorrentes, atualizadas nos últimos anos. A fabricante japonesa renovou o utilitário completamente: chassi, motor, câmbio, interior e desenho externo são todos inéditos. Por ora disponível apenas com motorização turbo diesel e tração 4×4 (as versões flex chegam no segundo semestre do ano que vem), a nova Hilux chega ao mercado brasileiro ainda em novembro custando entre R$ 114.860 e R$ 188.120.

Confira abaixo as versões, preços e principais equipamentos de série :

  • Standard chassi-cabine 4×4 manual – R$ 114.860: ar-condicionado, direção hidráulica, volante com regulagens de altura e profundidade.
  • Standard 4×4 manual – R$ 118.690 (cabine simples) e R$ 130.960 (cabine dupla): mesmos itens da versão anterior.
  • SR cabine dupla 4×4 manual – R$ 162.320:conteúdo da Standard, mais vidros elétricos, volante com comandos de áudio e central multimídia com tela sensível ao toque de 7 polegadas.
  • SRVcabine dupla 4×4 automática – R$ 177 mil:mesmos equipamentos da SR, com acréscimo de controle de cruzeiro, quadro de instrumentos com tela de 4,2 polegadas colorida, multimídia com TV digital e GPS, ar-condicionado digital, controles de tração, estabilidade, assistente de reboque e de partida em rampas.
  • SRX cabine dupla 4×4 automática – R$ 188.120:mesmo conteúdo da SRV, além de airbags de cortina e cabeça, assistente de descida em ladeiras e acesso e chave presencial com botão de partida do motor no painel.

Começando pela aparência, a Hilux deixou no passado o visual cansado da geração anterior e agora conta com elementos modernos. A dianteira recebeu faróis mais afilados com uma faixa de LED, para-choque com entrada de ar maior e grade com barras cromadas. A traseira também foi redesenhada, ganhou lanternas maiores e para-lamas mais largos.

Já o interior da picape foi claramente inspirado no do Corolla. O painel de instrumentos agora conta com iluminação azulada e o console central está mais “horizontalizado” – com direito ao reloginho digital à la Ford Del Rey dos anos 1980 – e os materiais são de qualidade superior aos utilizados na geração anterior. De acordo com a Toyota, o espaço para os joelhos dos passageiros do banco traseiro foi aumentado em 3,5 centímetros.

Sob o capô, a Hilux agora leva um novo motor de quatro cilindros turbodiesel da recém-lançada série Global Diesel (GD). O propulsor de 2.8 litros aposenta o antigo bloco de 3.0 litros de 171 cv e, segundo a Toyota, foi aperfeiçoado com sistemas de injeção de combustível e de admissão mais eficientes. O motor gera 177 cv de potência a 3.400 rpm e 42,8 kgfm de torque entre 1.400 e 2.600 rpm quando associado ao câmbio manual de seis marchas. Nas versões equipadas com a caixa automática de seis velocidades, o torque chega a 45,9 kgfm (entre 1.600 e 2.400 rpm).

As médias de consumo informadas pelo Inmetro são de 9,03 km/l em ciclo urbano e 10,52 km/l em trecho rodoviário para a Hilux automática. Com transmissão manual, a picape registrou 9,3 km/l na cidade e 11,5 km/l na estrada.

Impressões

Se utilizarmos apenas uma palavra para definir a sensação a bordo da nova Hilux, esta seria conforto. Tanto para o motorista, quanto para os demais ocupantes. A mudança mais notória, sem dúvidas, está na suspensão. Com curso total de 520 mm (50 mm a mais) que na geração anterior, o sistema é responsável por garantir um comportamento mais parecido com o de um carro de passeio. Com isso, as chacoalhadas provocadas pela traseira, típicas em picapes, foram atenuadas em pisos irregulares.

Na versão testada, a topo de gama SRX, a assistência de frenagem em descidas atua de forma precisa, bem como o assistente de partida em rampas, possibilitando ao motorista se atentar quase que totalmente à direção. Os demais itens de segurança, como controles eletrônicos de estabilidade e tração, são eficientes, garantindo que a caçamba siga o curso desejado, sem saídas de traseira em pisos mais escorregadios.

O motor turbodiesel facilita a tarefa de conduzir a picape. Os quase 46 kgfm de torque empurram a picape com facilidade, garantindo arrancadas e retomadas ágeis. O novo câmbio automático de seis marchas é preciso e trabalha em sintonia com o motor. A nova Hilux conta também com dois modos de condução: o Eco (prioriza a economia de combustível) e Power (deixa o acelerador mais sensível, tornando as reações mais diretas).

De acordo com a Toyota, a Hilux mantém todo o seu DNA de veículo robusto e confiável, porém, com melhoras na dirigibilidade e no conforto. Apesar do rápido teste-drive promovido pela marca, foi possível comprovar que a picape evoluiu e está com credenciais para incomodar ainda e até mesmo ameaçar a liderança do segmento da Chevrolet S10.

Viagem a convite da Toyota
Fotos: Divulgação e Renan Rodrigues