A Mercedes-Benz anunciou, nesta quarta-feira (14), a estreia da linha Vito no Brasil. Posicionada abaixo da Sprinter, a van importada da Argentina inaugura um novo conceito no segmento de comerciais leve e chega às concessionárias em novembro em duas versões destinadas ao transporte de passageiros e uma para cargas. Confira o preço da linha abaixo:

  • Vito Furgão 111 CDI – R$ 104.990
  • Vito Furgão 111 CDI com ar-condicionado – R$ 109.990
  • Vito Comfort 119 CDI (8+1) – R$ 129.990
  • Vito Tourer Luxo 119 CDI (7+1) – R$ 139.990

A configuração Tourer Luxo pode levar sete passageiros mais o motorista, enquanto a Comfort tem capacidade para oito passageiros, além do condutor. Já a variante Furgão pode transportar até 6 metros cúbicos ou 1.225 kg de carga. Todas as versões necessitam que o motorista seja habilitado com CNH de categoria B, como os automóveis de passeio. As vans têm PBT (peso bruto total) de 3.050 kg.

As versões Tourer Luxo e Comfort são equipadas com o motor 2.0 turboflex de 184 cv de potência a 5.000 rpm e 30,5 kgfm de torque entre 1.250 e 4.000 rpm, enquanto a Furgão conta com um bloco de 1.6 litro turbodiesel de 114 cv a 3.800 rpm e 27,5 kgfm de torque disponíveis entre 1.500 e 2.500 rpm. Por enquanto, há apenas a oferta de transmissão manual de seis marchas.

Entre os principais itens de série estão os assistentes de partida em rampas e de condução quando há ventos laterais, alerta de fadiga do motorista (inédito na categoria), direção elétrica, airbags frontais, controle de estabilidade, freios a disco nas quatro rodas e tomada 12 volts. As versões de passageiros acrescentam sistema de som com Bluetooth e USB/AUX/SD, volante multifuncional, ganchos Isofix para a ancoragem de cadeirinhas, cintos de segurança de três pontos e encostos de cabeça nos bancos traseiros, entre outros itens.

Com as versões de passageiros, a Mercedes-Benz espera atingir tanto o setor de transporte executivo como os consumidores que necessitam de um veículo mais espaçoso para a família. A fabricante não revela a expectativa de vendas da Vito por considerar que a sua categoria ainda não está estabelecida no mercado, pois o modelo é menor que as vans da concorrência. O modelo mede 5,14 metros de comprimento, 2,24 m de largura (contando os retrovisores), 3,20 m de distância entre-eixos e 1,91 m de altura.

Volta rápida

A Mercedes-Benz realizou um rápido teste-drive das vans nas dependências de sua fábrica, em São Bernardo do Campo (SP). Por questões de segurança, não foi possível atingir velocidades superiores a 40 km/h, mas o breve contato com o modelo permitiu ao Carsale notar que o Vito é mais ágil e prático em situações urbanas se comparado às vans maiores, como o Sprinter, Fiat Ducato e Renault Master.

O funcionamento dos propulsores é suave, com baixo nível de ruído, embora o modelo movido a diesel apresente as vibrações típicas dessa motorização. A posição de dirigir não é tão alta e, em alguns pontos, se assemelha à de carros de passeio. O trabalho do motorista é facilitado pela alavanca do câmbio posicionado no painel e pela leveza da direção elétrica.

Já os passageiros viajam com folga de espaço em qualquer um dos assentos, mas os ocupantes da fileira do meio podem praticamente esticar as pernas se não medirem mais de 1,80 m de altura. O acabamento da cabine é simples, porém, utiliza plásticos e tecidos de boa qualidade. A montagem do interior da van possui o mesmo cuidado visto nos automóveis. De acordo com a fabricante alemã, as versões de passageiros podem levar até 990 litros de bagagem atrás da última fileira de bancos.

A Mercedes-Benz ainda não sabe (ou finge não saber) quem são os potenciais concorrentes do Vito no mercado brasileiro. A estratégia da marca se assemelha à utilizada recentemente pela Renault, que inaugurou um segmento intermediário de picapes com a Duster Oroch. No caso da marca alemã, o Vito chega para ficar posicionado acima dos furgões compactos, como Fiat Doblò e Renault Kangoo, porém, abaixo dos modelos maiores citados anteriormente. No geral, a van aparenta ser mais prática devido às medidas ligeiramente inferiores, o que confere maior praticidade a quem precisa estacionar ou manobrar em espaços limitados. Já as configurações de passageiros podem ser consideradas por profissionais do ramo de transporte executivo e por famílias numerosas que não encontram o mesmo espaço em sedãs e SUVs. Mas na faixa de preços onde estão posicionadas bem que poderiam ter alguns mimos, como uma central multimídia com câmera de ré.

Fotos: Divulgação / Estúdio Malagrine