A Renault está em um ótimo momento no Brasil. A fabricante aumentou sua fatia no mercado em relação ao mês de agosto do ano passado e responde por 7.6% de participação no segmento automotivo (crescimento de 0.2%). E a tendência é que essa participação continue crescendo a partir de setembro.

Isso porque dois lançamentos chegam para garantir à marca francesa mais visibilidade e diversificação na sua gama: o Sandero R.S. e a picape Duster Oroch. O primeiro deles foi lançado nesta quarta-feira (10) junto com a versão GT Line. Já a picape será apresentada no final deste mês.

O GT Line, que custa R$ 49 mil, é uma versão com aparência esportivada do hatch, feita para o público que busca um visual diferente, mas não necessariamente uma melhoria no desempenho. Sendo assim, a versão continua com o conhecido motor 1.6 de até 106 cv. O câmbio pode ser manual ou o automatizado Easy’R, ambos de cinco velocidades. Como era de se esperar, essa configuração mantém o rodar agradável e continua apostando no bom espaço interno a um preço competitivo para continuar fazendo sucesso. Ou seja, é um Sandero.

Por outro lado, o Sandero R.S., que chega com preço sugerido de R$ 58.880, conta com o bloco 2.0 de 16 válvulas e até 150 cv de potência, aliado a um câmbio manual de seis marchas. Portanto, o veículo é para quem procura algo além de uma aparência esportiva. Capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 8 segundos, o modelo não decepciona. O desempenho do propulsor, que já é satisfatório no Duster, sobra no compacto.

Porém, não pense que o Sandero R.S. é apenas o tradicional hatch com o motor do irmão de plataforma. Nesse caso, foram necessárias 120 mil horas de trabalho da engenharia para deixar o essa versão no ponto e, talvez, essa seja a melhor explicação.

O Carsale pode guiar o Sandero R.S. em uma pista de corrida e constatou que o carro é equilibrado — evita deslizes de traseira ou saídas da dianteira. A suspensão, 26 mm mais baixa, ajuda a manter o carro no chão, além, claro, de todo o trabalho feito para reforçar a rigidez da carroceira.

O controle de estabilidade, que equipa o R.S. de série, é preciso e nada intromissivo, funcionando apenas quando necessário e tornando a experiência de dirigir divertida. Nas curvas, o Sandero R.S. gruda no asfalto, enquanto que nas retas mostra fôlego para boas acelerações. O hot hatch também conta com três modos de condução, sendo que em um deles é possível desligar todos os controles. Já o câmbio trabalha bem, mas poderia ser mais preciso na terceira e quarta marchas para evitar erro na hora de engatá-las.

 

Por fim, o R.S. volta a ser apenas um Sandero quando olhamos para a cabine. O volante em couro se destaca, os detalhes de alguns acabamentos em vermelho também, mas os revestimentos simples em plástico presentes em toda a cabine não combinam com todo o (bom) trabalho feito no veículo.

Confira abaixo os principais equipamentos do Sandero R.S e GT Line

  • Sandero R.S.: R$ 58.880
    Ar-condicionado automático; regulagem de altura do banco do motorista; direção eletro-hidráulica, controles de estabilidade (ESP) e tração (ASR); piloto automático (controlador e limitador de velocidade); luzes diurnas em LED, assistente de subida em rampa (HSA); vidros, travas e retrovisores elétricos; sistema multimídia com tela sensível ao toque de sete polegadas; navegação GPS; rádio com conexão Bluetooth e USB; sensor de estacionamento, volante em couro e rodas de liga leve 16 polegadas
  • Sandero GT Line: R$ 49 mil
    Ar-condicionado automático; direção hidráulica; vidros, travas e retrovisores elétricos; sistema multimídia com tela sensível ao toque de sete polegadas, navegação GPS, rádio, conexão Bluetooth, entrada USB, sensor de estacionamento, volante em couro, rodas de liga leve de 16 polegadas e faróis de neblina.