A Prefeitura de São Paulo, por meio de um decreto assinado pelo prefeito Fernando Haddad, abriu mão de sua parte do IPVA (50%) para todos os carros elétricos registrados na cidade. Island Faria Costa, diretor da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), afirma que esta lei pode gerar um efeito cascata, gerando incentivos, de outras prefeituras, estados e até do governo federal, para facilitar a popularização de veículos elétricos.

Durante o evento, representantes do setor apresentaram ao prefeito Haddad a proposta de liberar os veículos elétricos do rodízio municipal. “Dada a pequena frota existente na cidade, não haveria impacto sobre o trânsito, mas sim sobre a prática de ter dois carros para driblar o rodízio, já que muitas vezes o segundo carro é um modelo mais antigo e mais poluente”, explica. “Além de reduzir a poluição, a troca por um único veículo de tecnologia muito mais econômica proporcionará uma redução significativa de gastos para os consumidores”, completa Costa.

Atualmente, 5% da frota mundial é elétrica, sendo que o Brasil está muito aquém deste número: estimativas da ABVE indicam que no país há cerca de 3.000 veículos movidos a eletricidade em circulação.

Embora seja um tributo estadual, o IPVA tem metade de seu valor repassado às prefeituras dos municípios onde os veículos são emplacados. É dessa parte que a Prefeitura de São Paulo está abrindo mão para estimular a migração para uma tecnologia não poluente. Este ano, o requerimento da isenção deverá ser feito manualmente, mas a partir de 2016 o sistema estará totalmente automatizado, em formato semelhante ao da nota fiscal paulistana.