Para cativar ainda mais os seus atuais clientes e atrair potenciais compradores de seus carros, a BMW realiza até o final do ano a segunda edição do BMW Ultimate Experience (a primeira foi em 2013), um evento que promove uma série de testes-drive em pistas e apresenta aos participantes as novidades das linhas de automóveis e motocicletas, além de acessórios e produtos oficiais. O evento, porém, é destinado apenas a clientes que pretendem trocar os seus carros por modelos mais novos da marca ou interessados na compra de um BMW.

Para apresentar parte da linha de automóveis vendida no Brasil, a BMW realizou na última sexta-feira (14), antes da segunda etapa do evento, um teste-drive destinado à imprensa no Autódromo Capuava, em Indaiatuba (SP). O Carsale acelerou dois modelos: a nova geração do sedã esportivo M3 e o inédito crossover X4.

Diversão ao volante tem uma letra e um número: M3

Se o Série 3 já um carro agradabilíssimo de dirigir desde as suas versões convencionais, o que dizer da variante mais nervosa do sedã? Vendido no Brasil desde fevereiro por R$ 399.950, o novo M3 já atrai a atenção pelo visual mais agressivo, destacado pelos para-choques com entradas de ar maiores na dianteira e com quatro saídas de escape na traseira. As rodas de liga leve de 19 polegadas reforçam a aparência anabolizada do modelo.

Nesta nova geração, o M3 deixou o motor V8 aspirado para ser movido por um bloco de seis cilindros em linha de 3.0 litros sobrealimentado por dois turbos, além de injeção direta de combustível e válvulas com acionamento eletrônico. Essas mudanças sob o capô foram incorporadas para reduzir o consumo e as emissões, porém, sem prejudicar o desempenho. O propulsor desenvolve 436 cv de potência, entre 5.500 e 7.300 rpm, e 56,1 kgfm de torque, disponíveis entre 1.850 e 5.500 rpm. A transmissão automatizada de sete marchas e dupla embreagem é responsável por gerenciar essa força às rodas traseiras, como manda a tradição da marca. De acordo com a BMW, o M3 acelera de 0 a 100 km/h em 4,1 segundos e atinge a velocidade máxima de 250 km/h (limitada eletronicamente).

Se acomodar ao volante do M3 é fácil. Os bancos dianteiros com encosto inteiriço possuem ajustes elétricos com memória, assim como a coluna da direção. O acabamento interno segue o padrão da BMW: sóbrio, com materiais de boa qualidade e arremates impecáveis. Ao apertar o botão de partida no painel, o M3 emite um ronco grave que provoca duas sensações simultâneas: a vontade de sair acelerando misturada com uma cautela que faz o motorista lembrar que não se trata de um Série 3 comum. Afinal, são mais de 400 cv tracionando as rodas traseiras.

Partida autorizada pelo piloto profissional que conduzia o comboio de “bimmers” em um carro à frente, é hora de ver do que o sedã de 4,67 metros de comprimento e 1.635 quilos de peso era capaz. A primeira volta foi feita com maior cuidado para relembrar o traçado da pista e se acostumar com o ímpeto instigante do M3. A partir da segunda volta, bastou selecionar o modo Sport no Driving Experience Control para deixar as respostas do acelerador e do motor mais ariscas e o M3 se transformar em um devorador de asfalto. Após cada curva, as retas do autódromo eram engolidas de tal modo que mal dava tempo de manter o pedal do acelerador no final de seu curso. O M3 conta ainda com botões no console central que ajustam a rigidez da direção e da suspensão, melhorando o comportamento do carro em curvas e deixando-o ainda mais divertido.

O câmbio de dupla embreagem é rápido, com trocas praticamente imperceptíveis que podem ser feitas tanto na alavanca como nas borboletas atrás do volante, mas ele fica devendo em agilidade nas reduzidas se comparado ao S Tronic da Audi, por exemplo.

No geral, a nova geração do M3 manteve o DNA esportivo da BMW mesmo com a substituição do visceral motor V8 aspirado por um propulsor menor sobrealimentado. Apesar de ser um carro potente, o M3 não é extremamente arisco como o Mercedes-Benz C63 AMG, o seu principal rival, e ainda entrega uma das melhores experiências ao volante entre os esportivos de luxo disponíveis atualmente.

Desajeitado só no visual

Depois da injeção de adrenalina fornecida pelo M3, foi a vez de ir para a pista com outro BMW recém-chegado no país, o X4. O crossover de visual inspirado no grandalhão X6 pode não agradar a todos logo de cara e ainda transmitir a impressão de que é um carro desajeitado de dirigir, mas essa sensação passa logo. Apesar do porte avantajado e dos mais de 1.800 quilos de peso, o X4 manda bem quando é exigido. Mesmo nas curvas mais fechadas, a carroceria não inclina exageradamente e o sistema de tração integral o mantém na trajetória. Outro ponto positivo é a agilidade da direção. O motor de quatro cilindros de 2.0 litros turbo, de 245 cv a 5.000 rpm e 36 kgfm entre 1.250 e 4.800 rpm, e o câmbio automático de oito marchas garantem desempenho condizente para um carro cuja proposta é oferecer bom espaço interno e impressionar mais no visual. A BMW informa que o X4 vai da imobilidade aos 100 km/h em bons 6,4 segundos e chega aos 232 km/h de máxima.

Na versão do carro testado, a xDrive28i, o X4 tem preço sugerido de R$ 274.950, enquanto a configuração xDrive35i com motor 3.0 turbo de seis cilindros de 306 cv parte de R$ 317.450.

Teste-drive a convite da BMW

Fotos: Divulgação