De acordo com um levantamento feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 500 crianças morrem diariamente em acidentes de trânsito em todo o mundo. Somente no Brasil, cerca de cinco crianças são vítimas fatais a cada dia. Na tentativa de reduzir essa estatística, o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP) divulgou dicas para alertar os cuidados com o transporte dos pequenos, com a utilização de equipamentos de segurança previstos na legislação brasileira.

“No estado de São Paulo, acidentes de trânsito estão entre as principais causas externas de internações de crianças e adolescentes, com idades entre 0 e 14 anos, ficando bem à frente de ocorrências de afogamento e sufocação, por exemplo”, destaca José Antonio Oka, gerente do Observatório Paulista de Trânsito do Detran.SP.

Veja abaixo as maneiras mais seguras para transportar crianças em veículos automotores:

Automóveis: Toda criança com até 10 anos de idade precisa ser transportada no banco traseiro, usando sempre o cinto de segurança. Até os sete anos e meio de idade, a criança deve ser acomodada em dispositivos conforme indicados na tabela abaixo.

Faixa etária
Equipamento necessário
0 a 12 mesesBebê conforto ou conversível
1,1 a 4 anosCadeirinha
4,1 a 7,5 anosAssento de elevação
7,6 a 10 anosCinto individual de segurança do próprio banco traseiro

*Os equipamentos não se aplicam ao transporte coletivo e táxis

O uso dos dispositivos de segurança, previsto na resolução 277 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), visa reduzir o risco de lesão em casos de batida ou freada brusca repentina do veículo, pois limita o deslocamento do corpo da criança.

“O impacto de uma colisão contra um muro de 60 km/h, por exemplo, equivale à queda de um prédio de quatro andares. Ou seja, a chance de provocar uma fatalidade e lesões sérias para quem está sem o equipamento de segurança é muito maior”, explica Oka.

Motocicletas: Apenas crianças a partir dos sete anos de idade podem ser levadas na garupa, usando capacete adequado para o seu tamanho. Ainda que tenha a faixa etária permitida, uma criança que não tenha condições de cuidar da própria segurança não pode ser transportada em motocicleta, como por exemplo, se ela não alcançar os apoios para os pés (estribos); se possuir alguma deficiência ou estiver com o braço ou perna engessado, entre outras situações, conforme prevê o Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito.

O condutor que descumprir essas regras de transporte estará sujeito às penalidades previstas no Código Brasileiro de Trânsito (CTB), que prevê multa de R$ 191,54, além da inserção de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) – infração gravíssima. Quem for flagrado com criança em motocicleta de forma irregular responderá ainda a um processo administrativo para suspensão do direito de dirigir.

Foto: Divulgação Skoda